quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo!!

Este ano eu só tive bons acontecimentos...
Por este ano, eu só tenho a agradecer a Deus...

Não dizem que a festa de Reveillón serve também, para muitas pessoas, como reflexão do ano que passou e desejos para o ano que se inicia?

Em 2008 eu me aproximei mais de Deus. Muito, muito mais. No início do ano eu me vi bem pertinho dele, aconchegada em seu colo, confortável e sem preocupações como eu sempre sonhei. Foi tão bom! Minha primeira comunhão foi aos 12 anos, minha crisma aos 17, mas ainda assim eu não estava perto de Deus. Eu queria saber mais sobre Ele, eu queria me sentir perto dele, queria ser "unha e carne" com Ele. E o início do ano foi bom por isso. E esse início de ano bom deixou todo o resto bom também.

Ano passado não fiz projetos para esse ano, por isso mesmo não posso dizer que nenhum se realizou. Deixei rolar. Deixei a vida me levar. Acho mesmo que por isso não me decepcionei com nada. Procurei melhorar o que eu já vinha fazendo, era o que eu precisava. Me tornar boa, me destacar em tudo que eu faço. Não queria mais "empurrar com a barriga", queria fazer e acontecer, me aplicar e dar a devida atenção a tudo no meu dia-a-dia, pra que tudo pudesse valer a pena. Acho que funcionou. Claro que toda guerra tem seus altos e baixos. Me decepcionei algumas vezes, pensei em desistir em outras, me estressei demais quase todos os dias e me senti esmurecer todas as noites. Mas ainda assim eu fui feliz. Porque no fim tudo valeu a pena e hoje eu lembro do ano que passou com um gostinho bom, mas com vontade de quero mais!

Já pro ano que vem, 2009, eu fiz muitos planos. Não quero atrair mau agouro (se é que isso existe), mas os anos ímpares tem me decepcionado muito sabe, de chorar muito porque alguma coisa foi muito ruim mesmo? Isso desde 2001... E 2009 já está prometendo, sem nem ao menos ter começado... Mas os meus planos me dizem que tudo vai dar certo, apesar de que o que está por vir não depende nada de mim. Só de Deus! E eu apelo pra Ele neste momento! Pai, por favor, em nome de Jesus, faça o que for melhor para todos nós!

Bom é isso. Estou quase me formando na facul com notas que (agora) estão excelentes, meu namoro com o Ric só melhora a cada dia, estou cada vez mais próxima da minha família e finalmente passei em dois concursos e comecei a trabalhar numa fábrica de softwares! Exatamente com quis! Obrigada Deus! Obrigada a você que pensou em mim em algum momento deste longo ano pedindo pra que tudo saísse bem e peço que nesse ano reze por mim, sim? A barra vai ser pesada, mas sei que consigo! Eu rezei muito por todos os meus amigos, pensei em todos e em cada um com todo o carinho, pedindo para que realizasse todos os seus sonhos! E não pense que você, caro leitor, meu amigo que se preocupa em saber o que se passa na minha cabeça maluca ficou fora dessas preces. Não mesmo! Penso sempre em todo mundo, desde o Arco-Íris do meu maternalzinho passando por Thomas Jefferson, Objetivo, Nda, Alub, Ceub, minhas famílias, Escola de Música, Dom Bosco (as aulas de natação e ginástica olímpica!), musculação no Sesc, minha fisioterapeuta (Luciana! que cuidou de mim por 10 longuíssimas e duras sessões), a Loja do meu pai, Accenture e é claro meus amigos! Obrigada Pai, por todos que passaram por minha vida, eu sei que não foi em vão!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"Um amor particularmente platônico

Felicidade era o nome dela. Apaixonei-me já na primeira vez que a vislumbrei. Aconteceu de repente, ela passou rapidamente e ainda tentei parar o mundo naquele instante, mas não foi o bastante, e ela fugiu. Perguntei se alguém viu, se anotaram a placa, se ela deixou alguma pista, mas nada, nenhuma vista. A não ser a minha. Só eu tive um lampejo de Felicidade, só eu enxerguei aquela mulher maravilhosa aparecer ali, do nada, apenas para mim. Mas também só eu a vi desaparecer ali tão facilmente depois de enfeitiçar um coração inocente. Então saí procurando aquela imagem em todos os sentidos: norte, sul, leste, oeste; noites e dias; praças, ruas, feiras e padarias; fui nos shoppings, fui nos bares, nas igrejas e nos mares; busquei os campos, tentei em todos os cantos; desci a Salvador, rodei o país inteiro atrás de meu amor; andei tudo, vasculhei tanto, e quando lugar nenhum era mais distante, e quando nem o mundo era mais tão grande, e quando não havia mais onde pisar, acabei parando no último andar, um último destino, uma casa abandonada. E sem pensar em mais nada, deitei para uma cochilada. Da janela vinha o brilho da lua, aquela luz que não é sua, mas reflete o seu olhar. E a dor que deu no peito, ao constatar não ter mais jeito, me foi interrompida por uma sombra, uma sombra de mulher. Mesmo sem enxergá-la direito, agarrei-me aos seus pés perfeitos e implorei que não mais, que não mais, que não mais desaparecesse, que jamais sumisse novamente. E ela, com sua voz rouca, disse ter me seguido feito louca durante anos e anos e panos de lágrimas. Esteve sempre comigo, apesar de eu decretar-lhe o castigo de amar outra mulher, uma outra qualquer. “Você está enganada”, disse eu, “só você é minha amada. Desde quando te-vi-e-te-perdi, toda a vida foi só tristeza”. Ela pôs-se a chorar, e no milagre do seu pranto, revelou seu rosto santo. E para minha surpresa, seu nome era Tristeza, lhe faltava beleza mas sobrava dedicação. Me amou cada segundo, esteve comigo em todo meu giro pelo mundo, mesmo eu na contra-mão. Contrariado, porém contagiado, casei-me com Tristeza e o tempo me fez poeta. Hoje ainda vivo na certeza de que essa tal Felicidade não era só ilusão. Pelo menos é o que diz meu coração. "

(Postado por Sidarta Cavalcante)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dia 1º de Dezembro

Aí embaixo vai um texto que minha irmã fez, especialmente para a ocasião:



"Cheguei no hospital de manhãzinha, mas já havia uma fila enorme de espera. Não ia me consultar, já havia feito isso. Esperava receber o diagnóstico que tanto me aflingia... O médico me disse que, pelo meus sintomas, o que eu temia já era certo, mas eu tinha esperanças, eu tinha que ter!

Foi há seis meses, quando tudo aconteceu. Conheci o príncipe dos meus sonhos, 23 anos, 7 a mais do que eu. Eu me sentia protegida e segura perto dele, por isso resolvi fazer aquilo. Sempre achei a virgindade algo muito precioso e sabia que ele era a pessoa certa, o único que poderia tirá-la de mim! Naquele momento, ele foi tão carinhoso... A única parte ruim foi ele se chateando quando pedi para pôr a camisinha, achou que não confiava nele, então aceitei não usá-la, aquela hora tinha que ser especial, sem brigas, sem problemas!

No dia seguinte, ele sumiu. Fiquei desesperada, é claro. Tive falta de apetite e gripes constantes, eu estava ficando extremamente fraca... Parecia que eu era um ímã para doenças contagiosas!

Um dia conheci outra pessoa e finalmente minha dor foi passando. Mas o curioso disso tudo é que eu continuava sem apetite e muito fraca... Resolvi então ir ao médico e estou aqui hoje, depois de uma semana, desejando mais do que tudo no mundo que eu não a tenha adquirido.

O médico apareceu e me chamou para dentro de sua sala. Estava com aquele ar pesado de notícia ruim. Me entregou o meu diagnóstico e eu vi, bem lá no topo, quase imperceptível: POSITIVO. Eu tinha contraído AIDS..." (Texto de Andressa Silveira)




Esse texto exemplifica bastante a facilidade e o perigo de ser pegar o vírus HIV.
Por isso, não fique pensando que com você não vai acontecer, pois o vírus não tem preconceito, não escolhe cor, nem raça, nem status social e nem religião.

Fique esperto!!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Memories, more memories

Certa vez, eu resolvi tirar meu cpf...

Nada demais, nem tava precisando, mas achava bonito aquele monte de documentos na carteira. Tinha o rg, o título de eleitor e a carteira de trabalho aos 17 anos. Só faltava o cpf.

Na correria do meu dia-a-dia, entrei no Banco do Brasil que fica do lado da minha antiga casa, na 303 sul. Se não me engano, demorei umas 3 ou 4 horas dentro daquela agenciazinha de m...



Atrasei-me, então, pro trabalho. Corri pra parada de ônibus e não tirei os olhos da pista, tentando atrair algum Grande Circular com os olhos... Acho que todo mundo nota quando está sendo observado, não? Eu notei que alguém sentado na parada não tirava os olhos de mim, mas aquilo não me incomodou mais do que o fato de não aparecer nenhum ônibus em 2 minutos... Finalmente, quando consegui entrar no ônibus, me lembrei de procurar pela figura que tanto me olhava: um garoto, ainda com os olhos em mim, levantou-se de seu lugar na parada e entrou correndo dentro do ônibus.



Estranho como aquilo não me incomodou, novamente. Ele pediu pra sentar do meu lado e o ônibus estava vazio... Puxou uma conversa, perguntando se eu tinha nascido em Brasília, se eu não estranhava a secura da cidade, se eu gostava desse deserto, etc e tal. Então me senti à vontade. Descobri que ele era de Porto Alegre, tinha acabado de terminar o curso de Arquitetura e estava num congresso aqui em Brasília, mas já no dia seguinte voltaria pra casa. Lindo, devo confessar... Loiro, alto, olhos verdes (se não me engano...) e formado! A gente mal se conhecia e a afinidade era como de amigos de infância! Então, cheguei no meu destino. Me despedi e desci do ônibus. Olhei mais uma vez praquele ônibus... Eu nem ao menos dei meu e-mail...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Cuma?

1) -É, meu filho, a imagem diz tudo...

2) -A imagem de estudo?
3) -A imagem do escuro?



é...

sábado, 15 de novembro de 2008

Memories, just memories

Era uma vez uma violinista e um violonista.

Um dia ele se aproximou dela durante a aula e se tornaram amigos. Pareciam se conhecer desde criança. Assim, os anos se passaram e já fazia um tempo que não se viam quando ele apareceu, no fim de dezembro.

Estavam conversando animadamente quando ela notou que estavam sozinhos no teatro gigantesco da escola. Ele tomou suas coisas e jogou pro outro lado. Ela se sentiu envergonhada.

De repente, delicadamente ele deitou em sua barriga e enlaçou seu corpo. Sussurou: "Quanto tempo eu queria fazer isso..."

Ela pensou: "Eu também"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sem sangue?!?

Olá!!

Um ótimo fim de semana a todos! Como é bom o descanso depois de uma semana de trabalho!!
Notícias: agora sou voluntária do Gapac (http://www.gapac.org.br/) e do Voluntários OnLine (http://www.voluntariosonline.org.br/ ), então não estranhem as próximas mudanças!


Bom, acho que viram o post em que eu informava sobre um garoto com Leucemia, para que se tornassem doadores potenciais de medula óssea. Então, nessa quarta estive pensando em ir ao hemocentro, chamar quem quisesse ir, quando apareceu uma moça lá no trabalho falando que um pessoal do hemocentro estava lá para colher uma amostra de sangue para o cadastro de doador de medula óssea. Me animei na hora, estava realmente querendo ir e eles foram até mim!


Preenchi a ficha e levei no local combinado. Quando chegou a minha vez, a menina furou meus dois braços e não conseguiu tirar o sangue. Me passou pra outra, parecia mais experiente. A outra furou, além dos braços (de novo!), minhas mãos (realmente, acreditem quando dizem que na mão dói) e nada. Sabe o que é nada, mas nada mesmo? Nada!! Aí, minha visão começou a escurecer e eu senti ânsia de vômito. Só assim a mulher me soltou e me deu um suco. Não tenho medo de sangue, não sei o que me deu, talvez o nervoso... Mas eu não vou desistir! Vou mandar emails e recados no orkut falando sobre um sábado pra gente ir lá, mais pro final do mês que não atrapalha estudo de ninguém!

Em breve, coloco mais informações sobre o cadastro, a doação e a doença.

Beijos!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008




Peguei do álbum da Rê! Hehehe...

Confusões infantis

Um dia, lá pros idos dos anos 90, eu pus a mão no peito e me senti angustiada.Meu Deus, será verdade? Sou tão jovem! Me perguntei se não estaria enganada, mas a professora disse que se acontecesse isso eu seria dada como morta! Peguei no peito de novo. Pus a mão no coração. Oh, não, algo está muito errado! Andei pela casa toda. Estava só. Como saíram enquanto eu dormia? Mamãe me abandonou? E justo numa hora dessas? Eu estou morrendo!

Ela chegou, finalmente. Papai também. Como será que ela vai reagir com a notícia?
Contei pro papai e ele riu. Disse: "Que bom!" Bah, esse meu pai não leva nada sério, vou contar pra mamãe. Mas ela também disse Que bom! Mas o que é isso? Uma conspiração? Eu estou aqui morrendo e ninguém se importa? Tenho tantos amiguinhos na escola, o parquinho, a natação... Eu não quero ir. Mas mamãe e papai não estão nem aí pra mim. Ninguém vai mais sentir minha falta quando não estiver mais aqui!

Comecei a chorar. Gritava e perguntava porque não me levavam no hospital, porque estavam sendo tão maus?? Então meu pai se abaixou e disse:
- Filha, quando o coração bate é bom. Sinal de que você está bem. Você está confundindo. A tia disse pra você que quando o coração pára é porque a pessoa está morta, não o contrário! Não tenho que te levar ao hospital porque seu coração está batendo. Você ainda vai viver muito tempo!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Educação ou Marketing?

Num domingo desses aí, fui cedinho na casa do meu namorado buscá-lo pra gente ir à missa. Estava já meio estressada, pois faltavam apenas alguns minutos pra começar. No caminho da igreja, parei em um sinal em frente ao Gilberto Salomão e vi um homem em uma cadeira de rodas. Na hora eu pensei: "Fecho a janela pra ele não vir me encher o saco?" Mas aí aquele homem me surpreendeu. Ele disse em alto e bom tom: "Bom Domingo, moça, que Deus a abençoe!" Eu respondi qualquer coisa, não me recordo, meio desconcertada. Parei pra pensar na minha atitude. Como eu podia estar indo a uma igreja pedir perdão pelos meus pecados, pedir ajuda aos necessitados se quando Ele precisa de mim eu não o atendo? E se aquele homem precisava realmente de ajuda, não estava ali por preguiça ou vício? Aí me senti estupidamente envergonhada. Eu quis evitar a presença dele, eu quis ignorá-lo e ele notou isso, mas mesmo assim me tratou bem. Como eu posso escrever pras pessoas e dar conselhos sobre coisas que eu não faço? Como posso exigir uma boa conduta dos outros se eu mesma não sigo meus conselhos?


Olhei pra ver se tinha algum dinheiro no bolso.
Mas o sinal abriu e eu segui meu rumo...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O gás hilariante

É engraçada a forma como a gente pode interpretar as coisas.
Todo mundo sabe que quando o cara do gás passa ele diz: "Ó o gááááás!"
Mas, apesar da sua rotineira e destoante voz de cada dia, num dia desses eu acordei rindo.
Como num dia qualquer, levantei cedo, xingando o mundo inteiro porque minha caminha estava deliciosa, e fui ao banheiro. De lá, só escutei: Ó o..., Ó o..., COF!COF!, Ó o gáCOF!ái, COF! Ó o gáááaiaiaiCOF!sss! Não me bastou mais nada e comecei a rir. Rir alto mesmo, de quem tivessem passando no corredor não entender o que uma pessoa podia estar fazendo de tão engraçado no banheiro!
Então, comecei a divagar. Comecei a pensar como devia ser um apresentador de televisão com resfriado... Lembrei-me de um dia em que estava conversando com a minha irmã e o cara do gás passou. Depois de uma meia-hora, ela, do nada, gritou: 'então vai logo, saco!' Comecei a rir e disse que ele não estava falando 'já vai' e sim 'ó o gás!'

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

:*

E então a alegria virou ansiedade.
A preguiça virou supertarefa.
A dúvida virou revolta.
A falta de apoio virou incompreensão.
Murphy visita mais cedo.
Os pais resolvem se rebelar.
Uma frase não dita gera confusão.
O peito bate forte, sua frio.
As mãos tremem e o intestino trava.
As borboletas do estômago anormalmente agitadas.


E a menininha descobriu que guardar os desaforos pode ser muito doído...
(Porém, não levá-los pra casa pode trazer algumas dores mais...)

sábado, 25 de outubro de 2008

Consegui!

Há tantas coisas que queria fazer...
Ultimamente acho que renovei meu gás pra poder pensar num futuro: Vou trabalhar!
Isso não é bom?
Sempre quis, nunca existiu oportunidade...
Mas afinal, as oportunidades a gente deve agarrar com unhas e dentes! É um estágio sim, e daí? Antes assim do que nunca arrumar um emprego de 10 mil por mês, não? Cada passo deve ser dado muito premeditadamente, um de cada vez, superando as dificuldades de cada situação!
Vou poder guardar dinheiro pra pensar no futuro... E é tão bom não pensar no futuro como algo incerto!

Só compartilhando minha alegria com vcs! Bjs!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Doar Sangue para salvar vidas

Amigos,

Sensibilizados com a doença de um amigo (o Bruno), estamos promovendo uma reunião do maior nº possível de pessoas aos sábados à tarde para ir ao Hemocentro coletar sangue (só 10ml) para testar a compatibilidade com pessoas que sofrem de leucemia.Você só precisa ter ente 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde (AS CONDIÇÕES NÃO SÃO AS DE DOAÇÃO DE SANGUE). Você pode ser doador até em outra cidade, já que o banco é nacional e a sua doação em qualquer lugar do Brasil pode ajudar muito!Se você não tiver idade para doar, pode recrutar seus pais, irmãos, e amigos para ajudar. Os amigos e a família do Bruno agradecem. Se possível, repasse essa mensagem aos seus amigos do Orkut, possíveis doadores.E lembre-se: com uma atitude simples como essa, você pode salvar uma vida.
Muito obrigada! (Fernanda Mergener)






















terça-feira, 7 de outubro de 2008

Desesperada???

Senti vontade de escrever, mas não sei sobre o que...

Hoje é aniversário do tal professor que morreu. Estão fazendo uma homenagem pra ele neste exato momento na EmB e eu aqui na aula...

Minha cabeça parece um vazio, mas ao mesmo tempo cheio de tantas coisas!
Minha família me pressionando, a facul com tantas matérias, a Emb complicada e eu sem querer prestar atenção a nada disso! Simplesmente estou alheia. Sei que tenho que fazer algo a respeito, mas não sei o que, nem por onde começar!

Porque eu acho que está tudo bem, mas ninguém acha?? Porque todo mundo consegue acordar cedo e eu não?? Porque todo mundo consegue fazer tudo sem se cansar e eu não?? Eu faço tudo e nada ao mesmo tempo! Sinto que estou perdendo tanto o meu tempo! Mas também sinto que estou fazendo tanto!

Porque eu não posso apenas querer curtir o momento, sem pressão? Porque me pressionar tanto? Porque?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Confusamente deprimente

Hoje cedo eu fui à Escola, como sempre, e já de cara tive um momento perturbador. No vidro da porta de entrada havia um cartaz: "É com grande pesar que informamos que o professor (...) faleceu no dia 22/09/2008, por volta das 21h. Seu corpo será velado e sepultado no dia 24/09/2008 às 14h" Eu disse perturbador, mas acho que foi algo pior, bem mais estranho. Tenho que contar-lhes algo...



Há uns 4 anos, mais ou menos, eu entrei na orquestra juvenil da Escola de Música e a primeira pessoa que eu conheci lá foi esse professor. Ele apareceu com um sorriso largo e foi logo me acomodando, apresentando para todos. Com o passar do tempo, ele foi gravando diversos DVDs de compositores e instrumentistas clássicos famosos para mim e me emprestou uma espaleira velha sua. Me contava histórias de suas filhas, de quando eram mais novas e de quando ele era um adolescente. Assim que me via, ia me dar um beijo e um abraço...

Mas, o tempo foi passando e eu notei que aquilo não era exatamente uma amizade. As pessoas começaram a me alertar, diziam que ele tinha segundas intenções. Eu, na minha inocência, nem notei e só depois de muitas conversas, comecei a me afastar dele. Senti-me um lixo, na verdade. Todos os garotos que já se aproximaram de mim, que se diziam meus amigos, tinham outras intenções. Eu realmente acreditava que existia amizade entre homem e mulher, mas depois que comecei a namorar uns se afastaram, outros se sentiram no direito de ter raiva de mim, outros simplesmente pararam de falar comigo! A verdade é que não tenho mais notícias de nenhum amigo mais! Enfim, na época que isso aconteceu, acho que tem mais de um ano, me revoltei, mas uma revolta interna, de não saber o que fazer, o que dizer, até descontei no pobre do ricardinho, tadinho, acho que ele lembra disso...

Semestre passado eu quase pirei. Tinha que olhar pra cara dele duas ou mais vezes por semana, me sentia enojada. Abandonei a orquestra... Por isso, neste semestre, resolvi assistir aulas de manhã. Fiz matrícula em cima da hora, quase perdi horário com professor, tudo porque eu não queria mais ver certa pessoa...

Quando olhei praquele cartaz, eu não sei o que senti. A primeira pessoa mais próxima de mim que já morreu... Eu nunca mais vou vê-lo, eu nunca mais vou poder consertar o que passou... Ao mesmo tempo eu me sentia um monstro porque eis que de repente brotou um aliviozinho lá no fundinho da minha alma...

A lágrima que caiu, era doce ou salgada? O que eu senti, foi luz ou foi trevas? Não sei... Só sei que foi assim... E foi horrível sentir.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

HomemXMáquina

Eu fiquei esses últimos 3 anos descobrindo formas de facilitar a vida das pessoas através da tecnologia. Meu curso é mais voltado para a automatização do processo das organizações, mas vemos formas de aumentar a acessibilidade de deficientes físicos, entretenimento e tenho até um projeto de compositor de músicas com meu amigo Daniel...

Mas eu fico pensando que muito desses filmes do futuro me assustam, mas são verdade. As pessoas viverão no ócio de suas gorduras saturadas enquanto as máquinas fazem tudo, tudo... Pensei sobre isso quando fui no restaurante semana passada. Uma mulher falava que esse negócio de comer dava muito trabalho, ter que mastigar cansava. Claro que era brincadeira, mas parei pra pensar que tudo que fazemos é dar algumas ordens às máquinas e elas fazem todo o resto. No trabalho, temos programas e mais programas facilitadores de cálculos, fórmulas e relatórios... Nos Bancos, apenas enfiamos um envelope pelo caixa eletrônico... Em casa, sentados no sofá, apertando o botão do controle remoto! Alguém já leu "Eu, robô" (Isaac Asimov)? Queremos mesmo nos tornar escravos das máquinas?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

À meia-noite...

Uma coisa que me lembro bem é que desde pequena eu via uma mania bizarra no meu pai: ele gostava de pegar objetos jogados na rua e consertá-los. Já pegou desde pregos e parafusos até escrivaninhas, inclusive um relógio com a bateria fraca que guardou num pote em cima da geladeira. Ficava horas e horas no fim de semana desmontando e montando coisas, serrando, colando, lixando e eu só olhando... Era massa ver aquilo, às vezes eu ajudava, mas queria fazer também, sozinha. Queria pegar o relógio de ponteiro da cozinha, a luminária da sala, mas ficava só imantando parafusos e brincando de mágica com a chave de fenda...

Mas conversas à parte, deixe-me contar um episódio interessante. Há uns cinco anos, eu morava em um apartamento na Asa Sul, ia pra aula de manhã cedo e voltava só depois das oito e meia da noite. Deitava cansada lá pelas onze da noite e dormia até as seis da manhã. Mas, num dia qualquer (aliás, não tão qualquer assim), ouvi um barulho no meio da noite. Reparei que era meia-noite e todo mundo na casa tinha escutado o tal barulho. Que barulho é esse?? Todos se levantaram e puseram-se a procurar de onde vinha. Um minuto depois e nada de barulho mais...


De manhã, o único assunto era esse. Será que eu estava sonhando? Não, todo mundo ouviu! Era um ruído estranho, agudo, meio agonizante, meio desesperado, mas fraco, muito fraco. Nha, deixa pra lá, esqueçam isso! E assim se foi. O dia passou e esquecemos o ocorrido. Mas, exatamente à meia-noite, o tal barulho! Que raios!! Será o quê que é isso?? Mas desta vez ninguém se levantou. Acho que depois da curiosidade descobrimos que aquilo era assustador...

Passou-se uma semana nessa dúvida cruel. Será um gato preso em algum buraco escondido da casa? Seria alguma mulher pedindo por socorro no rádio? De qualquer forma, tínhamos a certeza de que naquela noite todos esperariam dar meia-noite e descobriríamos o problema! Não me recordo bem, mas acho que cada um tinha um cabo de vassoura na mão. Pode rir, é engraçado mesmo, mas na hora ninguém duvidou de que precisávamos deles.

Adivinhe só: o tal relógio que meu pai achou na rua, quase sem bateria, e colocou num pote em cima da geladeira tinha um despertador programado para a meia-noite! A bateria fraca explica o ruído estranho que ouvíamos toda noite! Hehe!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Qual era o nome mesmo?

Um dia, na loja, apareceu um cara. Olhou direto pra mim e começou a falar, sem nem piscar um só instante. Falava que tinha acabado de voltar da Bahia por conta de uma luta de jiu jitsu, mas que precisava de dinheiro pra viajar pra São Paulo, pois se ganhasse a disputa de lá ele conseguiria patrocínio de uma academia famosa... Tinha um olhar desesperado, meio de pidão, meio de pena, mas cativante. Eu sorri pra ele e disse que não tinha nada, mas na mesma hora desisti e peguei 5 reais da minha bolsa e dei pra ele. Ele sorriu, agradeceu e foi embora. Logo, logo me esqueci daquele dia.

Passando-se talvez um mês, minha mãe me perguntou se eu conhecia um moço alto e musculoso que foi na loja ontem. "Não... como ele era mesmo?" E assim, depois minha irmã perguntou a mesma coisa uns dois dias depois e até meu pai. Aí um dia eu fui pra loja e recebi a tal visita daquele moço. Dizia que vinha me procurar quase sempre, mas eu nunca estava lá. Me disse que tinha ganho o primeiro lugar em São Paulo e conseguiu o patrocínio. Me mostrei feliz por ele e fiquei me perguntando quanto mais de dinheiro ele ia me pedir dessa vez. Ele puxou uma caneta do bolso e disse que tinha guardado pra mim de lembrança da competição, por eu ter ajudado ele. Foi embora e eu perguntei pro meu pai quantas canetas ele deve ter saído distribuindo pra todo mundo que o ajudou... Simplesmente meu pai começou a cantarolar, dizendo que eu tinha um admirador!

Vê se pode! Até os funcionários da loja ficaram me perguntando se ele era meu amigo, algo mais etc e tal...
Eu perguntava pra todo mundo o que eu fazia pra demonstrar pra ele que eu não tava a fim, mas todo mundo começar a cantarolar: "Lálálá, a Adriana tem um admirador, hihih..." Ele foi mais umas cinco vezes e eu não achava uma maneira de dispensá-lo sem ser grossa. Meu pai dizia que eu tinha que ser grossa e pronto, mas eu não sei ser assim. O cara me chamou pra ter aula à noite com ele, dizia que era professor e conseguia 50% de desconto na mensalidade da academia, perguntou o que eu ia fazer no dia seguinte e etc, etc, etc... O que fazer?? Eu não podia simplesmente dizer que tinha namorado porque pra todos os efeitos o cara não tinha dado em cima de mim nenhuma vez, só estava conversando!

Aí veio uma alma caridosa: um cliente entrou na loja enquanto eu conversava com ele e me perguntou qualquer coisa. Eu atendi o cliente e voltei pra continuar com a conversa. Reparei que ele estava de olho fixo na minha mão. Pela primeira vez ele viu a aliança... A aliança! Como não pensei nisso antes? Aí veio o pior (alguém tem um buraco aí pra eu enfiar minha cabeça?):
- Peraí, você tem namorado?
- Ué... Tenho, porquê?
- Poxa... Eu cheguei atrasado então?
- Hum? Como assim...?
- Eu penso em você todo dia, dou aula pensando no momento que eu vou vir aqui ver você... Tô apaixonadão, pensei que poderia ter dado certo...
- Ah, não... me desculpe, eu sou apaixonada pelo meu namorado! Tem quase dois anos de namoro e espero que venham muitos outros mais!
- Foi mal então. Não te incomodo mais...

Ele saiu meio de costas, com o olhar no chão, sem saber onde enfiar as mãos...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Só observando...

Hoje cedo fui à academia, como normalmente… Alonguei-me e fiz meia-hora de esteira, quase correndo. Senti um cheirinho estranho de queimado e fiquei me perguntando se era a esteira, será que eu a estraguei?? Abaixei-me e fiquei procurando o foco do cheiro, mas logo desisti... Não parecia ser um problema, já que parecia que ninguém estava sentindo o cheiro. Fiz minha série normalmente, mas sempre sentindo aquele cheirinho, até que me esqueci dele. Do nada, na máquina dos tríceps, senti como se as roldanas estivessem rompendo. Parei o exercício e toquei nas cordas de aço pra ver se estavam quentes. Nada. Então eis que surge alguém gritando que está pegando fogo e aponta pra algum lugar atrás de mim. O ventilador estava realmente em chamas! Alguns falaram pra desligar a energia, outros iam lá olhar de perto, mas o fogo continuava lá, a encher a sala de fumaça. Aí, enfim, surge o herói: um cidadão, de uniforme, que visivelmente trabalha lá, pegou um extintor e mandou ver! Aparentemente a situação melhorou, mas o local estava infestado de fumaça e pó do extintor. Obviamente, não haveria mais academia esta manhã...
Saí de mansinho, como sempre faço, somente a observar a movimentação e os rostos assustados que não parecem estar me vendo ali. Alguns ficavam paralisados, outros (principalmente mulheres) arregalavam os olhos e punham a mão na boca, ou senão, balançavam os pulsos e esperneavam. Eu não fiz nada. Tudo pra mim parecia sob controle. Enquanto o fogo se concentrasse do ventilador, nada mais se queimaria, não havia nada inflamável por perto. Além disso, de onde eu estava eu podia ver alguém chamando um responsável e o outro cara indo pegar o extintor. Tudo sob controle. Mesmo assim, me senti de fora da cena. Ninguém me via, ninguém interagia comigo, ninguém me perguntava qual passo seguir. Momento raro... Raro, mas percebo que assim se pode pensar melhor sobre o que está acontecendo.
Bebi água calmamente e uma velhinha aparece, resmungando: “Pegou fogo? Que bom! Adoro o fogo!! Assim é bom mesmo pra vocês aprenderem! Fica esse monte de marmanjão pulando aí e não querem que pegue fogo?!?” Essa velhinha é engraçada. Com certeza não sabia o que estava se passando ali! Tenho observado ela algumas vezes. Entra e sai sempre de cara fechada, quando pega algum peso faz uma careta feia, grita um “aiai!” bem alto e está sempre enchendo o saco de algum funcionário. Se algum deles não a atende de imediato ela fica lá, resmungando baixo, visivelmente xingando...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Feliz?

" - Chega uma hora em que é preciso escolher entre ser feliz ou entender das coisas da vida.
- Eu quero os dois.
- Isso é impossível. Os dois caminhos são completamente diferentes."

Melhor do que saber o sentido da vida
É descobrir o sentido na vida.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Comunicado

A partir de hoje eu sou muda.

Só pra constar.












(Tá sentindo cheiro de omelete???)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Rico X Pobre

Um dia eu sonhei com uma casinha de boneca. Tudo bem, você pode dizer que toda menina sonha isso, mas foi tão real... Era toda cor-de-rosa e não parecia ser feita de plástico ou pvc, era de tijolos! Eu entrei dentro dela e descobri que ela era bem maior do que vista de fora... Tinha centenas de pateleiras com todos os tipos de bonecas e o teto era bem mais alto do que qualquer adulto! Tinha sofá, mesinha, cama, eu pretendia morar lá a minha vida toda! Então, ahn, eu acordei. Não acordei desapontada, acordei cheia de vida, como se tivesse acabado de salvar o mundo. Fui correndo contar ao meu pai e ele me prometeu uma casinha igual. Ok, hoje eu sei que nunca poderia ter uma casinha daquela, parecia inútil, mas devo ter insistido muito... Era só no que eu pensava o dia inteiro! Um dia, vi algo acontecer no quartinho lá de casa: morávamos em um apartamento e o quarto de empregada sempre ficava vago, fizemos uma espécie de escritório nele. Quando meu pai me chamou e vi o que era, tomei um susto: uma casinha, gostou?? Mas pai, de papelão?!? Eh... gostei...

Sim, de papelão. Ele montou as paredes em volta da mesa e a casinha ganhou dois andares! Entrei lá dentro, meio tímida, e me encostei num cantinho. Meu pai entrou também e depois minhas irmãs. Foi uma tarde tão gostosa! Depois brinquei muitas vezes mais com as minhas irmãs, inventamos várias historinhas, desde suspense e terror até aventura, inclusive de mamãe e filhinha...



Mais tarde fiquei pensando... Naquela casinha de boneca, toda grande e luxuosa, eu estava sozinha. Em nenhum momento alguém apareceu para brincar comigo e aí me dei conta de que logo, logo aquilo iria me cansar. Na casinha de papelão não! Aquilo era real, eu tinha minhas irmãs e foi melhor do que nos meus sonhos...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O mundo lá fora

É muito estranho observar as coisas de fora, não interagir com o que está à minha volta, não participar, não opinar...



Comecei essa semana a frequentar a academia e notei logo de cara que quase ninguém se conhece, ninguém faz questão de se conhecer. Cada um entra, faz seu alongamento e parte para os aparelhos. Alguns com pressa, outros bem devagar, pensativos... De vez em quando, só o que se vê das pessoas interagindo é pra perguntar se já terminou de usar o aparelho porque está esperando na fila. O melhor momento é observar de cima da esteira: é um lugar alto e pode-se ver toda área da musculação. Alguns fazendo caretas, outros limpando o suor, alguns bem malhados, outros muitos bem fracotes... A verdade é que de manhã são poucos os que tem menos de 50 anos de idade.



Já no RPG, a coisa é diferente. Tenho uma fisioterapeuta só pra mim, me torturando durante longuíssimos 60 minutos... Mas não tão diferente assim, também preciso observar, e muito, mas dessa vez a mim mesma. Notar como a fisioterapeuta me faz me sentir um monstro diante do espelho! Estica de lá, estica daqui e descobri que um tendão no meu joelho esquerdo pode me trazer uma dor terrível! Ainda bem que é só uma vez por semana!



O legal mesmo é entrar dentro de um ônibus no meio da tarde, sem pressa, sem compromisso. Bom, não tão legal, exatamente, quando se passa pela rodoviária e dá pra ver alguém revirando o lixo... É uma cena chocante, realmente. Mas é legal olhar as pessoas saindo da faculdade ou do trabalho, vindo do hospital ou simplesmente das compras. É engraçado tentar imaginar como são suas vidas, o que fazem, com quem se parecem!

Mas, na verdade, eu quis fazer uma analogia. Quando estou de fora, sinto como se não pudesse nem ao menos controlar o presente, como se eu estivesse em outro plano, tivesse apenas que observar sem atrapalhar... Como quando alguém lá fora tenta gritar pro ônibus parar, mas nem o motorista e nem o cobrador escutam ou vêem, só eu. Eu podia pedir pra parar, mas é tudo tão rápido e eu nem ao menos movi um dedo sequer... Ou como quando alguém dá uma informação errada a outra pessoa e eu não posso meter o bedelho pra tentar ajudar...

Não quero só assistir à vida. Quero fazer parte dela!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Cupido

Certa vez, numa sexta-feira santa, resolvi aceitar sair com uma amiga. No caminho da festa ela disse que me levaria na casa do namorado dela e me apresentaria o irmão dele. "Tá, né, tudo bem, mas pelo menos ele é bonito?"

Assim aconteceu. Quando me perguntam onde eu conheci ele, eu não entendo a cara de susto quando digo "Ué, na casa dele..." Só sei que foi assim. Em plena sexta-feira santa tudo mudou. Conheci um cara quieto, de poucas palavras, mas que sabia o que dizer. Assim, fui observando aquele carinha tão parecido comigo, mas tão diferente do que eu já tinha visto...

Um tempo atrás, talvez uns 6 anos, devo confessar, fiz um pedido a Deus: "Pai, não quero ficar só por ficar. Quero encontrar logo o homem da minha vida, que ele seja o primeiro e único, por favor. Quero alguém que me faça super segura, mas que ao mesmo tempo seja tão frágil que precise dos meus cuidados. Um cara com quem eu tenha muito que aprender e muito o que ensinar. Alguém que me complete e me faça rir. Quero mais do que um namorado ou um amigo, mas um companheiro, alguém pra todas as horas... Ah, se puder também, que saiba tudo de computadores e toque violão!"

Hehe, essa última frase parece piada, mas é a pura verdade. Eu recebi um presentinho lá de cima tal qual eu pedi... Ao pé da letra. Hoje, completam-se 2 anos e 3 meses juntos e acredito que ainda há muita coisa pra acontecer na nossa história. É isso, gatinho. Te amo e nada vai mudar isso!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Elisa

Eita blog paradão, não??



A primeira pessoa que eu conheci no mundo estranho que não era minha família chamava-se Elisa Rie Fugituka. Brasileira, mas filha de japoneses. Minha mãe me disse que não chorei no primeiro dia de aula, fiquei apenas olhando pra ela com os olhinhos querendo colo... Não me lembro disso, só lembro que no primeiro dia de aula a Elisa chegou toda sorridente se apresentando pra mim. Não me senti mais só, eu tinha alguém comigo. Ficamos juntas do maternalzinho até a primeira série, grudadas que nem unha e carne. Lembro-me como se visse agora na minha frente ela desenhando corações no caderno todinho, acentuando os pingos nos 'i' com corações. Mas acontece que os corações dela eram diferentes. Estranhos, pra falar a verdade. Primeiro ela desenhava uma gaivotinha e, embaixo da gaivota ela fazia um 'v'. Ficava um coração tão feinho e eu insistia em mostrar pra ela como eu tinha aprendido a fazer, desenhando primeiro o lado direito do coração, como um 's' ao contrário e depois o outro lado, mas ela dizia que ele era feio. "Feio?? Olha só pro seu coração!!" A verdade é que eu achava uma frescura acentuar os 'i' com corações.

Certo dia ela me contou que voltaria pro Japão. Eu não levei aquilo a sério até o dia da despedida. Fui de manhã cedo, num sábado se não me engano, pra casa dela. Uma casinha simples, mas bem arrumadinha. A gente subiu no tanque de lavar roupa, que ficava no quintal, e ficamos em silêncio, olhando pro chão. Então ela olhou pra mim e disse:
- Sabe como se diz 'tchau' em japonês? Sayonara...
- Prefiro que me ensine como se diz 'olá'
Ela sorriu, pulou do tanque e, me chamando pra brincar disse: Arigatô!

Minha primeira, única e inseparável amiga indo embora! E pior, pro outro lado do mundo! Como a gente ia fazer pra ficar horas no telefone rindo juntas dos desenhos na televisão? E discutir na escola sobre o coração mais feio? E quando ela iria lá pra casa brincar com as minhas irmãs? Quando?

Hoje eu percebo o quanto aquilo me mudou. Passei a não querer me apegar tanto às pessoas. Ainda me apego muito, quero muito ficar com meus amigos, mas é como se algo dentro de mim me dissesse pra não me aproximar tanto, "algum dia essa pessoa vai embora e você nunca mais vai vê-la" Hoje não sei mais da Elisa. Passamos os primeiros cinco anos mandando cartas uma pra outra. Uns três anos atrás resolvi mandar uma carta, pra saber se pelo menos ela estava viva, ao que descobri que ela esqueceu completamente o português, a mãe dela traduziu nossas últimas cartas...

Entrei na sala da primeira série sozinha, agarrada aos livros. Sentei na minha carteira de sempre e olhei pro lado. Vazia. A gente sempre sentava junto... A professora se aproximou da minha mesa e, com ar de desdém misturado com vitória, disse:
- E agora? Está sozinha! Com quem você vai começar a fazer bagunça, hein?

Olhei bem nos seus olhos, me perguntando de onde surgira aquele monstro. Então voltei meus olhos pro caderno. Peguei o lápis e comecei a desenhar gaivotas com 'v' embaixo...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Só passando bem rapidim

Huhuhuh
Anteontem foi engraçado!
Fui no obcursos buscar minha irmã 22h30 e ela pediu pra eu esperar até as 23h... Fiquei lá olhando pro teto, fui no banheiro e fiz caras e bocas na frente do espelho, desci os degraus de dois em dois e fui observando os murais no corredor... Pensei que seria melhor esperar no carro e fui andando calmamente até ele, no caminho peguei um panfleto de uma festa em cima da mesa e fiquei observando um mural logo acima dela. Quando dei por mim, percebi um cara que estava sentado embaixo do mural olhando pra mim. Nessa hora ele abaixou os olhos rapidamente e continuou seus afazeres. "Owxi, cara estranho..." Continuei andando e deixei o panfleto cair no chão. No meio da queda eu me abaixei pra pegá-lo, mas o cara que tava olhando pra mim foi mais rápido do que eu. Aliás, rápido até demais. Ele fez um baita esforção só pra pegar o papel que eu ia jogar fora! Sabe, ficou parecendo aquelas cenas de antigamente, quando a menina passa na frente do garoto e deixa o lencinho cair só pra começar uma conversa! Percebi isso na hora e me deu uma vergonha tão grande! Ele ali, com um sorriso largo estendendo o papel pra mim... Peguei o papel, respondi obrigada bem baixinho (no que ele respondeu um "de nada!" bem alto e alegre) e saí a passos curtos em direção ao carro! Hahaha, eu tô muito bem obrigada com o meu amorzinho já. Sai pra lá jacaré!

Ah, passei no Banco do Brasil!!!
Mês de Julho eu volto pro blog galera!
Agora é terminar as provas e ir rumo à prova da Caixa!
Beijão povo!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ônibus!!

Se vc quiser mudar a rotina, a coisa chata de todo dia ser do mesmo jeito, pegue um ônibus de vez em quando. Não que eu não precise, aliás, só o pego porque preciso, minha irmã monopolizou o "nosso" carro, agora que fez 18 anos... Vc rirá e chorará, pode crer.



Peguei o ônibus quarta dia 16 às 14h e, lá na l2 sul, eis que surge um homem com uma caixa nas mãos dando bom dia bem alto, em pé na frente da catraca. "Ai não, mais um vendedor, que chato!" , foi o que pensei. Quando ele começou a falar, logo notei que não era coisa de vendedor. Ele estava em campanha contra a aids, promovida sei lá por quem, ouvi algo a respeito da rodoviária. Apoiou a caixa num banco lá na frente e puxou dois saquinhos. Uma camisinha masculina e outra feminina. ?!?!?!? Ah não, fala sério... Falava como se fosse vendê-las, abriu os saquinhos e sacudiu as camisinhas pra que pudéssemos ver. Disse que fazia isso por que tinha aids também e queria ajudar, dando as camisinhas. Pegou algumas e pôs-se a distribuí-las. As meninas agradeciam, sorridentes. Levantei-me e fui pra porta da saída esperar minha vez de descer. Vi que logo na última cadeira, lá atrás do ônibus, um cara, gordo, se mexia nervosamente, como se estivesse incomodado e não tirava os olhos do homem das camisinhas. Olhava pra elas como um mendigo olha pra um prato de comida, procurando atraí-las com o poder da mente... Muito bizarro. O homem das camisinhas me ofereceu uma e, logo que recusei, dirigiu-se ao garoto lá atrás e eis que o coitado pega umas três ou quatro, quase que furtivamente das mãos do homem, segurando-as perto do peito como se fossem a sua vida, ali, entre os seus dedos. Saí me perguntando o quanto esse cara tava precisado... heheh..

Logo que saí da Escola de Música, às 18h, peguei um outro ônibus em direção à w3 norte. Estava entupido, como todo Grande Circular nesse horário. Fui me esgueirando por entre as pessoas em pé e me instalei na frente do último banco, em pé, perto da porta de saída. Não me pergunte como conseguia me segurar, colocando o violino entre as pernas e enrolando meu braço direito no ferro enquanto o esquerdo segurava quase que inutilmente o fichário estufado de partituras e notas de aulas.
A essa altura já estávamos na l2 norte. Uma mulher e um rapaz postaram-se ao meu lado, esperando a vez de descer. Na parada do HUB eles desceram. Eis que surge, do nada, uma moça entre as pessoas, se espremendo pelo corredorzinho do ônibus e, sendo puxada pelo braço, uma criança de uns 3 anos, no máximo. A moça gritava para esperar e foi logo descendo pela porta traseira. Por uns segundos me voltei pra frente, tentando entender porque o motorista acelerava se tinha gente descendo do ônibus! A porta bateu e me virei de novo pra olhar: o garotinho gritava, com toda a metade direita do seu corpinho presa pra dentro do ônibus. Um rapaz agarrou a porta, mas não conseguiu abri-la, então pôs-se a esmurrar aquela maquinaria que fica acima da porta, ao que todos dentro do ônibus começaram a gritar pedindo pra abrir! Tudo isso em poucos segundos, mas o menininho ficou na calçada, chorando compulsivamente... Por breves segundos que pareceram uma eternidade, ficamos todos parados, olhando aquela cena da mãe tentando consolar seu filho, sem poder ajudá-los porque a porta se fechara novamente... Uma mulher começou a gritar dizendo ao motorista que ele devia ir olhar o menino, dar assistência, ver se estava tudo bem. Então ele desceu, observou o garotinho choroso, mas a mãe disse que não havia problema, ele estava bem. Prosseguimos então a viagem. Fiquei pensando que pelo menos eles estavam na frente de um hospital, podiam fazer um check-up...

Aquele dia tava impossível. Depois do incidente, mais duas pessoas quase ficaram presas de novo, por causa do motorista que não conseguia saber se tinha mais alguém pra descer. Na terceira vez, um cara ironizou: "Hoje a bicha tá solta!" e todos riram, o clima finalmente tinha se amenizado.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Rapidão!

Olá, Pessoal!

Passando só pra avisar que ainda estou viva... Não abandonei não, penso todo dia nisso aqui, mas não tenho tempo pra nada mais. Como já me disseram, bem-vinda ao mundo maravilhoso dos concursos! Well, well, well... Não tão ruim, não tão bom... Penso o tempo todo que não posso esmorecer, não posso dormir, não posso adoecer, não posso ver tv, nem conversar com os amigos no intervalo. Cada minuto é preciosíssimo quando se tem 19 matérias por semana pra estudar, nenhum horário livre e duas provas por semana pra fazer!! Pra vc ter uma idéia: aulas também sábados e domingos, de 8h às 18h, gostou??

Só recomendo não chegar em casa morta de sono às 23h, comer um chocolate, dormir no sofá da sala, acordar no meio da noite e sair correndo escovar os dentes e ir dormir (de novo!), acordar às 6h parecendo um zumbi (sério! passei 40 min na frente da pia do banheiro me perguntando o que eu tava fazendo, minha cabeça tava girando, parecia depressão pós-droga, se é assim que se diz...) e ir pra aula sem comer nada até meio-dia. Sabia que isso dá hipoglicemia?? Pois é...

segunda-feira, 24 de março de 2008

Veveeeete!

Esse post é de 22 de janeiro, porque eu não publiquei? Nha, antes tarde do que nunca!

"Caramba meninas, como foi bom sair com vcs aquele sábado a tarde! Deixou gostinho de quero mais!



Ficamos eu, a Ju, a Cláudia, a Regina e a Alik na sorveteria umas três horas seguidas conversando altos papos malucos! Há tempos não fazíamos isso! Sério, desde a oitava série, quase oito anos atrás! Deu pra notar que a nossa amizade não diminui, é verdadeira, é cheia de altos e baixos, mas a gente não se esquece, sempre tem um tempinho pra ajudar uma à outra!

Vamos fazer isso mais vezes!!"

terça-feira, 11 de março de 2008

Chuva versus Rotina

Sempre que saio cedo de casa nos primeiros meses do ano, verifico se estou levando minha sombrinha comigo, pra onde quer que eu vá. Observo o céu e sinto uma espécie de medo quando vejo as nuvens meio acinzentadas. No mês de Fevereiro deste ano, pra ser mais exata, quase todos os dias eu chegava em casa estressada, morrendo de raiva por causa dessas benditas chuvas de verão!

Todos os dias, era só eu resolver sair do meu aconchego - seja em casa ou na loja - pra rua e logo vinha aquela chuva chata, rindo da minha cara de "você de novo??" Todos os dias, eu disse TODOS os dias de Fevereiro eu cheguei nas aulas com meias e calças molhadas. Fossem aulas à tarde ou à noite. Tem coisa pior do que isso? E eu só podia andar de tênis, senão era pior, então só ouvia o 'nhec' do pé molhado na sola do calçado o tempo todo! Outro dia eu acabei esquecendo a sombrinha secando em casa e tomei uma chuvinha de nada. Adivinhe o que aconteceu no dia seguinte: gripe. Ah, não! Não posso me dar ao luxo de ficar doente agora! Agora não...
Não me livrei mesmo assim dos meus compromissos. Continuei fazendo tudo que fazia antes, com a exceção de ter que dormir de boca aberta (por causa do nariz entupido) e acordar no dia seguinte morrendo de sede...

Passei a prestar atenção numas coisas antes despercebidas: tudo sai de sua rotina numa época de chuva.
As ruas ficam esburacadas e assim os carros precisam desviar muito rapidamente porque não se lembravam de ter visto aquele buraco ali;
Uma vez não soube distinguir o asfalto da calçada. Terrível, todo mundo andando a 30 por hora e ainda achando rápido, tentando puxar da memória qual caminho seguir, já que olhando era impossível saber;
Com grande frequência os semáforos desligam, de preferência nos horários de pico, aí fica aquele congestionamento enorme e ninguém anda, nem de um lado, nem de outro;
Ocorrem muitas batidas simplesmente porque o carro escorregou na hora de parar, com o asfalto oleoso.

Não disse que eram coisas boas. Aliás são até estressantes e tristes de se ver. Mas acho que São Pedro queria dar uma corzinha a mais nessa nossa vida tediosa e cinzenta da cidade, correndo do trabalho pra casa, de casa pro trabalho, sem prestar atenção em nada mais na vida. Pois é, pelo menos era bom correr o caminho pra casa na chuva, quer dizer, quando não havia nada mais a se fazer.

sexta-feira, 7 de março de 2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

:-(

O pior é que eu pedi desculpas...
Mas pra quê servem desculpas, não é mesmo? Não consertam o mundo!
Eu apertei uma ferida profunda...
Será que sou mesmo esse monstro que dizem que sou?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O Guia

Me disseram que o vovô comprou a chácara no ano que nasci...
Nem me lembro com que idade comecei a andar a cavalo e nem quando ordenhei uma vaca pela primeira vez (e última, péssima experiência hehe)
Desde que nasci que vou no riachinho ver os redemoinhos e costumava ir contemplar a cachoeirinha antes de ela secar. Atravessava o rio com minha vó morrendo de medo de cobra só pra ir pegar um queijo fresquinho na chácara ao lado! Humm... E o leite! Sem essa de água oxigenada! Já passei horas com meu pai tentando pescar um lambari filhotinho no rio... E que emoção! Já vi minhas amigas morrerem de medo do gado da chácara (e eu rindo), já fiz guerrinha de argila de verdade com meus primos, já vi meus pais e tios se juntarem pra contar um monte de mentira só pra convencer 10 ou 15 crianças a não passarem a noite numa carroça velha com uma lona rasgada no meio do mato (olha que já tava tudo pronto! Lençol, travesseiro, água, comida... aiai...) , já quase atropelei o carro da minha mãe dirigindo um bugue e eu tinha só 12 anos... Já dancei quadrilha, me vesti de menino, já comi canjica e pamonha em Junho, festa junina melhor que aquelas não há! Já brinquei de casinha na construção da casa na chácara... (quanta poeira afff), já fiz guerrinha de frutinha de eucalipto (como dói) quando cortaram a árvore, linda, tinhas uns 30 metros de altura!

Mas a minha intenção não era contar a minha infância na chácara. Estava lendo um livro e me lembrei de lá. A tradição do meu pai toda vez que íamos pra lá era acordar no domingo bem cedo e explorar a floresta, uma espécie de caminhada mais emocionante. Sempre foi muito bom entrar lá, mas nunca tinha ido sem meu pai. Certo dia quis dormir até mais tarde, mas me arrependi e fui me arrumar correndo pra ver se ainda pegava meu pai e minhas irmãs no meio do caminho. Saímos eu e minha irmã mais nova, Andressa, no encalço deles, correndo. Quando dei por mim, já estava dentro da mata, indefesa... Pensei nas aranhas que teriam ali e se eu perceberia se estivesse vindo uma cobra... Escutava barulho de sapos e outros bichos e já não sabia onde estava a trilha. Eu e minha irmã nos apoiamos uma na outra, rezamos e tivemos que nos virar pra sair de lá 'com vida.' Felizmente meu pai apareceu naquela hora.

O medo, a insegurança e o desespero que senti naquela hora é o que a maioria das pessoas passa o tempo todo na vida. Vivemos numa selva cheia de perigos e estamos tentando sair dela sozinhos, inexperientes? No meu exemplo pude perceber que mesmo num ambiente em que me sinto confortável em qualquer outra situação, naquela senti medo. Porquê? Pq estava sem meu guia, a pessoa na qual depositei minha total confiança. Porquê viver sem seu guia? Porquê ser uma pessoa insegura, medrosa e desesperançosa?

Recomendo: "Aliviando a bagagem"-Max Lucado

"Um momento de felicidade vale mais que mil anos de celebridade"

Ouvi essa frase hoje...

Era tudo que eu sempre quis dizer pras outras pessoas. Não preciso ter a experiência pra saber que isso é verdade. As pessoas famosas estão preocupadas demais com que os outros vão pensar e assim acabam perdendo sua liberdade... Mil vezes o sorriso do Ric e a gargalhada da minha mãe do que uma multidão atrás de mim no shopping...

É só um exemplo. Pense nisso.
Não está na hora de rever seus conceitos?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

"Em nome de Jesus, Amém..."


Sabe, estou desde quarta-feira pensando em como escrever este post, mas só agora me senti preparada para tal...
D'As Crônicas de NiNa:

"Entrei no ônibus e coloquei minhas malas lá no fundo. Exatamente nessa hora minha mãe ligou perguntando como foi o dia. Conversamos por aproximadamente uns 15 minutos e enquanto isso o motorista ligou o ônibus, pôs-se a partir e todos lá dentro rezavam por uma boa viagem, juntos e em bom tom. Desliguei bem nessa hora, a tempo de ouvir um 'em nome de Jesus, Amém' e também pedir... Gritaram lá atrás: 'dêem um tchauzinho!' Foi quando me toquei... Vi os portões daquela chácara em que havia passado 4 dias ficarem mais distantes e me perguntei: 'Teria sido um sonho? Foi tudo tão intenso... Será que estive em outro mundo, outro planeta?' Me lembrei então do dia da viagem: sexta-feira, dia 1º de Fevereiro de 2008. Melhor, antes, quarta-feira. Estava em casa, mais precisamente, no computador, e minha mãe me ligou contando do acampamento. Confesso que quando soube que era da igreja não me animei muito, acho que tive um certo preconceito. Somente disse: 'Tá, mãe. Vou ver se as meninas querem ir, mas não prometo nada...' Acontece, pessoal, que há mais de dois meses eu vinha me sentindo mal e rezava todos os dias pro papai do céu me tirar aquela angústia do peito, aquele vazio incontrolável e me mandasse uma luz pros meus problemas. Foi assim que Ele me pegou de surpresa, galera. Na quinta-feira cedo fui pra loja e de repente ouvi um estalo na minha cabeça: 'Sabe que pode ser bom? Adriana, vá minha filha, vão ser os melhores dias da sua vida, vc não sabe o que te espera! Chame o Ricardo!' E confesso que novamente eu pensei mais em viajar com o Ricardo do que cumprir com o real propósito do acampamento. Liguei pra minha mãe, pedi para que ela falasse com minha tia (que é da igreja) e reunisse todas as informações. Logo depois minha mãe ligou dizendo que minhas irmãs tinham animado a ir e que íamos na igreja pra pagar a viagem. Foi tudo tão rápido! Me senti arrepender, mas ao mesmo tempo estava super animada, não entendia aquilo! Dois sentimentos completamente antagônicos brigando dentro de mim?

Sexta a noite. Chegamos no acampamento às 22h mortas de cansadas. Tinha ido dormir às 3h e acordei às 8h, mas ainda assim resolveram fazer um culto até 2h da manhã de sábado. E novamente, meus amigos, devo confessar que odiei estar ali, que não iria gostar daquele lugar e nem daquelas pessoas! Todos ali rezavam pra ter mais culto e eu rezava pra poder ir dormir. Tinha me arrependido de não ter ficado com o Ricardo em Brasília... Acordei então, às 8h, ainda morta de cansada, não havia dormido nada e a cama era horrível! O café da manhã parecia insosso e as pessoas crentes demais! Mas devo te contar que às 10h30 da manhã eu me surpreendi. Todas as quase 300 pessoas se reuniram num ginásio imenso e puseram lá na frente um pastor para nos dar sermões. Olhei pra ele interessada, sempre como fui, sedenta por mais aprendizado, mas apesar disso, com um certo preconceito... Dr. Mochê Stein, de Israel, ensinava como falar com Cristo. Falou por três horas que mais pareceram 20 minutos. Adorei esse cara. De repente, todos ali naquele ginásio começaram a chorar. Então Mochê pediu para que abraçássemos fortemente a pessoa do lado e assim fizemos. Senti como se todo o peso que havia dentro de mim estava indo embora em pequenas partes dentro de cada lágrima que eu derramava. Olha, não foram poucas. Todos ali dentro vermelhos, choravam de soluçar, caíam no chão fracos de tanta dor no coração. Achei aquilo o máximo. Me senti leve, mas continuava sem respostas. Continuava me questionando e cheia de preconceito. Almoçamos e fomos pra piscina. Divina piscina! Teve também futebol de sabão e cama elástica! Ah, não posso esquecer do futebol masculino... (uau) Sábado foi realmente prazeroso! Jantamos uma comida deliciosa, macia e fomos pro culto das 20h. A apóstola Selma Ballosingh, de Trinidad e Tobago, começou a falar de como foi curada de sua febre reumática aos 12 anos de idade. Não me afetou muito. Apenas tinha me lembrado de tê-la visto dançando uma vez em Outubro passado e que fora muito engraçado. Esperava que ela me fizesse graça de novo! Sabe que, apesar disso tudo, fazia o que ela pedia. Rezei profundamente. Pedi por toda a minha família, pedi pelo Ricardo e a família dele, meus amigos, todos que eu amava... Sentia uma vontade enorme de chorar e então chorava. Estranho como não tive vergonha de chorar, todos ali estavam rezando, absortos em sua oração, porquê se importariam com minhas dores...? Até então, eu prestava atenção na banda como espectadora, como observadora. 'Nossa, aquele baixista sabe muito. Caramba, aquele cara canta muito, queria saber cantar como aquela menina, que lindo... As guitarras então, profissionais, pena que sejam músicas de igreja, senão ia ficar show de bola. Olha, mas não é que essas músicas são boas? As letras também são lindas!' Aí, gente, me vi chacoalhando os braços. Pulando tímida no meu lugar e tentando acompanhar a letra da música. Fiquei espantada comigo mesma. Estava sentindo uma alegriazinha tão boa! Fui dormir e pedi mais uma vez para que Deus me mostrasse as respostas de que precisava. Domingo não foi diferente. E a cada dia que passava, minha alma era lavada, se renovava mais e mais. Fizeram uma dinâmica de grupo e conheci pessoas lindas! Lindas mesmo, cheias de pureza no coração, pessoas que nunca tinha visto, gente que não me julgava com os olhos, me martirizando. Caramba, como lembro da Mariana, do Marcelo, da Franciele, da Isabela, da Leilah! Precisei muito deles para me mostrar que esse mundo não está perdido, eu não estou sozinha. Foi uma tarde, sem mais palavras, renovadora! Nesse dia também me descobri um pouquinho mais perto de Deus. Já podia vê-lo sentado do meu lado e já podia senti-lo tocar minhas mãos, olhando pra mim com todo o carinho que um pai podia olhar. A banda, comandada pelo pastor Darckson Lira, que deu uma ótima palestra tanto de manhã quanto de noite, deu um show. Sério, um show. Qual estilo você prefere? Não interessa, o show agradava a todos os ouvidos! Todos pulavam, gritavam, corriam, faziam trenzinho e jogavam os garotos pra cima em cadeirinhas! Saí de lá exausta e feliz, sempre de madrugada, incrível como isso não cansava ninguém, dormir às 3h e acordar às 8h... Segunda-feira foi demais, pessoas. O cúmulo do cúmulo, por assim dizer. Acordei tão feliz, apesar de cansada, que não podia reclamar de nada. A cama já não era ruim, o café da manhã era delicioso e o almoço humm nem se fala! (mas é verdade, delicioso, precisam ver!) Cumprimentávamos todos à volta, sempre sorrindo! Não sentia nenhuma vontade de reclamar de nada, nem de voltar pra casa, só de gritar que estava feliz! O estranho foi que de tarde senti uma terrível tristeza repentina quando estava na piscina. Isolei-me e chorei em silêncio, rezando a Deus para me dar minhas respostas, já não aguentava mais. No outro dia soube que a maioria das pessoas no acamp estava assim aquela hora, mas precisam ver a repercussão que deu isso à noite... A noite começou com a Selma. Ela não veio calma como da outra vez, já chegou falando forte e implorando para que orássemos. Então ela pôs a mão na minha testa. Tão forte, com tanto fervor que me senti mais leve. Rezei mais forte do que tudo aquela noite. Rezei com todas as forças que pude reunir. Então abri os olhos. Vi uma cena que antigamente me repugnava: pessoas caindo no chão inconscientes. Então chorei, me perguntando que espécie de Deus é esse que derruba pessoas, que espécie de Deus é esse que faz pessoas chorarem??? Sai deste ginásio, satanás! Mas a resposta veio na hora: era o Espírito Santo. Eu também chorava e só então percebi como tremia. Estou tremendo?? Que raios está havendo comigo?? Olhei pros lados e vi pessoas tendo ataques, tremendo freneticamente e tive medo. Rezava e quanto mais eu rezava mais eu chorava e tremia. Apareceu Mochê. Então Selma e Mochê tocavam o culto com todo o fervor, aos gritos, e assim, mais gente caía no chão e mais medo eu sentia. Tive medo de cair, de ficar inconsciente, mas de repente veio uma paz dentro de mim que levou embora todo o medo. E podia me entregar porque o que estava ali era Deus e não o diabo. Eu chorava, mas o choro me alegrava. Eu tremia, mas sentia um arrepio de paz. Uma paz tão grande, tão grande... Ele veio ao meu encontro aquela noite. Saímos daquele culto tão exaustos e tão felizes... Eram 4h da manhã e ainda pulávamos ao som da banda, sabendo que teríamos de acordar às 8h, mas não importava... Terça-feira. Fiz amigos maravilhosos, trocamos telefones e e-mails e conversamos sobre o dia anterior, tão sobrenatural! Terça foi um dia atípico. Percebi que quando Mochê e Selma se juntavam, o ginásio parecia querer explodir. Agora todos, eu digo, todos sem exceção, caíram no chão. Foi o dia da cura, o dia da unção, como eles dizem lá. Sabe, me senti tão bem, que se tivesse ganho na loteria não teria sentido alegria maior."

Pois é, Galera. Meus novos amigos me disseram que não houve acampamento melhor que esse... Só sei que agora a paz que eu tô sentindo e a vontade que eu tenho de estar sempre perto d'Ele é viciante. Não posso mais ficar sem. Obrigada Senhor por ter ouvido minhas preces e nunca ter desistido de mim, mesmo quando me afastei de Ti.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Quem acredita em E.T.?

Há uns três anos, sei lá, talvez mais, fomos pra chácara da vovó no sábado à noite, como de costume. Nada fora do normal, pegamos a vovó em sobradinho e seguimos de carro, deviam ser umas 18h30, conversando lorotas e tudo mais. Entramos na estrada de terra e fizemos o caminho já decorado, como já feito a quase 20 anos. Acontece que, na entrada da chácara tem uma placa: "Nº 05 - Chácara Altamira" e logo adiante uma bifurcação pra esquerda, saindo da estrada principal, que nos leva para a nossa chácara. Mas... cadê a bifurcação?? Meu pai levou um susto e jogou o carro com tudo pra esquerda, então subimos um barranco. Já estava escuro e logo na frente, o farol iluminou uma cerca de arame farpado! Assustado novamente, meu pai jogou de novo o carro pra esquerda e nos vimos no meio do mato. Meu pai resolveu parar, havia algo muito estranho, onde estamos? Na confusão e na rapidez com que aconteceram os fatos, todos perderam o senso de direção. Éramos seis desnorteados dentro de uma caminhonete! Meu pai e minha vó desceram do carro, procurando algo com que iluminar o local. "Achei a lanterna!", disse meu pai, quase na hora em que percebeu que não tinha bateria... Minha vó perguntou se alguém tinha celular pra que pudéssemos avisar pro caseiro vir nos ajudar a achar o caminho da chácara, mas estavam todos ou sem celular ou com a bateria vazia. Como todos os celulares resolvem não funcionar na mesma hora??? Mas aí ela mesma vê que seu celular ainda tem bateria, apesar de só um pouquinho! Ligou pra ele e depois rezou pra que chegasse logo...

A parte depois dessa parte ficou meio confusa na minha cabeça, das minha irmãs e da minha mãe. A minha vó preferiu esquecer e o meu pai jura que não aconteceu.

Meu pai desceu o barranco e achou um buraco, na escuridão, só tínhamos a luz do farol para nos guiar. Ficamos nos perguntando de que lado teria ficado a estrada principal e esperando que aparecesse algum carro para que pudéssemos então saber onde estávamos. Nada. Nada de carro, nada de caseiro, nada de achar a chácara. E agora? O que faremos, o caseiro está demorando demais! De repente, em meio à escuridão quase cega, vimos uma luz. Minha vó exclamou: "Ah, graças a Deus, é o caseiro!" Ficamos então observando aquela luz vir na nossa direção, mais rápida do que uma bicicleta, mais devagar que uma moto... Não fazia barulho e não se parecia com nada que já tivéssemos visto. Mas mesmo assim, continuamos a observar a luz, esperando que o caseiro viesse ao nosso encontro, sem se tocar da estranheza da tal luz... Durante uns cinco minutos ela veio na nossa direção, mas depois mudou. "Uai?!?", disse minha vó num sotaque mineiro e então vimos como a luz subiu lentamente e pairou sobre a copa das árvores, querendo nos mostrar alguma coisa. Ela passou então a se dirigir pra direita até sumir... Nos olhamos na escuridão, mas incrivelmente, ninguém achou anormal naquele momento e continuamos a discutir sobre a localização da chácara. "Poxa, como demora esse cara! Será o quê que ele foi fazer?" Aí já éramos todos exclamando, pensando se teríamos de passar a noite no carro e esperar até que amanhecesse! "Pai, sai daí desse buraco! Estamos vendo algo ali na frente!" Então, de novo, a luz veio. "Ah, dessa vez é ele!", a vó disse esperançosa. Nos ajeitamos no carro, meu pai subiu para ver melhor e ficamos estáticos no lugar, esperando o caseiro falar, por mais que não soubéssemos de que modo ele teria vindo nos ajudar, não era uma bicicleta, nem moto, muito menos um carro... Assim, com todo mundo prestando toda a atenção, sabendo que no íntimo era uma coisa estranha, mas no susto da situação ninguém se importou, então chamamos pela luz. "Aqui! Aqui!" Ela fez exatamente o que a outra (ou ela mesma) tinha feito antes. Vimos, então, que ela iluminava uma cerca, uma grande cerca, aliás, pra ser mais precisa, a cerca da chácara da vovó! "Mas então é pra lá! Eu sabia!" Disse minha mãe e todos fomos pro carro e entramos na chácara, rindo da nossa confusão! Lá na frente, vinha o caseiro montado num cavalo com pá e enxada na mão, assustado e sem nenhuma lanterna! Aí que caímos na gargalhada!

No dia seguinte veio minha mãe contando que quase não dormiu à noite pensando na luz e fomos todos discutir sobre o acontecido. Ninguém soube explicar cientificamente e nem logicamente aquelas luzes, mas meu pai insistia em dizer que era bobagem. Pegou o carro e voltou ao local do dia anterior. Eu estava com ele e pude ver que no lugar que era pra ter alguma marca de sapato, pé, roda de moto ou bicicleta, não havia nada. Nenhum sinal de que qualquer coisa havia passado ali. Voltamos calados, confusos... Meses depois, minha vó (é mãe do meu pai) dizia que não se lembrava quando minha mãe comentava com ela (olha que minha vó é uma mulher forte e extremamente saudável) e estranho que minha mãe descobriu que provavelmente a mãe dela teria morrido naquele dia...

É... coisas inexplicáveis...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Só perguntas...

O que leva uma pessoa a se arrepender de certas coisas?
Talvez ela tenha fantasiado que essa tal coisa seria muito melhor do que realmente é.

Porque certas pessoas têm tanto medo dessas tais certas coisas?
Talvez por achar que não pode superar a decepção e o arrependimento.
Mas a vida está aí e a gente não pode se arrepender do que não fez, não é mesmo? Quando será que teremos a mesma oportunidade? Talvez nunca...

Porque algumas pessoas não dão valor pro quem tem até se verem sem elas?
Porque simplesmente não valorizam enquanto podem? Aí fica difícil não se arrepender depois!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Presente pra você

Não gosto de falar de fatos. Isso qualquer um faz.
Não gosto de contar mentiras. Isso TODOS fazem.
Gosto de falar de sentimentos. Dos meus sentimentos só eu sei, tento ao máximo passar isso a você, meu caro leitor, pra que possa também senti o mesmo que eu.

Me basta ficar num lugar calmo, fechar os olhos, respirar bem fundo e lembrar de uma cena que me marcou muito. Passam-se flashes, alguns mais demorados do que outros, mas todos intensamente vividos outra vez...

Como nesse fim de semana... Sexta-feira senti-me num turbilhão de idéias, perguntas sem respostas, era como se eu estivesse me afogando e não pudesse gritar por ajuda. Senti-me estranha, como se eu não pudesse confiar em ninguém, todos eram culpados até que se provasse o contrário! Aí fiz besteira: falei o que simplesmente me veio na cabeça, me arrependi na hora,. era o que eu estava pensando, mas ele não merecia ouvir... Foi embora calado e nem olhou pra trás. Pesadelos e mais pesadelos horríveis, acordei no sábado ofegante, assustada.

Sábado tinha que ser diferente. "Vou fazer o que meu coração me disser pra fazer, minha razão já me deu muito trabalho ontem." Saí pra dançar, mas a melhor parte veio no escurinho, a sós: "você tem alguma pergunta pra me fazer?" Sabe quando a música pára e as pessoas em volta somem, o tempo fica suspenso e só existe aquele momento, nada mais? (Porque ele não é assim sempre?) Uma festinha inesquecível aquela... Hehehe, experimente ouvir high hopes do pink floyd abraçada com seu amorzinho pra ver... (se ele ler isso, agora deve estar soltando um bom "pffff") !

Domingo estava com tudo pra ser ruim. Acordei de bom humor, mas o resto da casa parecia que não. Dia cinzento, como na semana toda, e frio. A fila pra entrar no estacionamento já estava grande, imagine a do cinema. Perdemos a sessão. "Mas tem outra mais tarde..." sabe, não me importou. Sabia que o dia terminaria bem porque eu estava com ele. E foi divertido! Valeu pelo fds, amorzinho!

Agora, ele bem que podia passar o carnaval comigo...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

>><<

Ano novo, vida nova.
Novas perspectivas, novos planos, esperanças renovadas.

Pra quê?
Pra eu levantar todo dia às 12h e passar o dia inteiro de pijama na frente da TV?
Atacando a geladeira sem parar vendo sessão da tarde ou DVDs?
Passeando com o cachorro no parque (não é o meu caso...)?
Sabe que eu preferia assim? Se eu tivesse dinheiro sobrando e sem nada melhor pra fazer (o que foi o caso ultimamente... Não a parte da grana, mas a de não ter o que fazer).

Mas a parte de aprender coisas novas, me envolver com outras pessoas e chegar em casa cansada e doida pela caminha, ahhh, me fascina! A parte de pensar que foi com o meu suor que eu conquistei mais um dia bom na minha vida, fiz dela o melhor que pude, é bom demais!

Essa é aquela fase que eu fico doida pras férias acabarem e eu trabalhar e estudar de novo! Então eu lembro como eu fico estressada e morta de cansada e dou graças a Deus de estar de férias... Ô dilema... Ó vida...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Questões inquestionáveis

Nem sempre as coisas saem como a gente queria que saíssem...
Nem sempre a gente acerta nas escolhas...

Acho que por isso me sinto tão nervosa, tão ansiosa ultimamente. Tenho medo de não fazer o que deveria ser feito, tenho muito medo de errar nas minhas decisões. Será que se eu desistir de tal coisa eu não vou me arrepender? Mas e se eu não o fizer, depois vou sofrer mais??? O meu futuro, como ficará depois que eu tomar essas decisões (ou não)? Está um pouco (muito!) obscuro pra mim...

Não consigo pensar, não consigo me decidir, porque já fiz de tudo pra que desse certo, mas nunca dá, tem sempre algum grande obstáculo pra enfrentar! Devo desistir então? Ou devo resistir? (lálálá hehehehe Fresno, pfff...) Me pergunto, olho pro céu, me dá uma resposta, uma luz, sim? Não quero uma decisão precipitada! É a minha vida em jogo, os meus sentimentos, o meu futuro... Talvez não seja o fim do mundo como parece, mas porque parece tão difícil?

Não se preocupem, não estou atordoada e nem desesperada. Só com as mesmas questões sem resposta de sempre. Estou feliz por estar começando um curso que queria muito e que vai me ajudar muito na minha vida profissional e por estar pensando com otimismo no meu futuro! Apenas uma pequena área da minha vida está me deixando completamente confusa... Mas é isso aí, não? Não posso deixar que uma área da minha vida atrapalhe as demais, como já tem feito a quase dois anos...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Fds surpresa

Churrasco no fim de semana. Pensei: putz, que chato, nem gosto tanto assim de churrasco...
Mas sabe, foi bom demais! Adorei passar as tardes de sábado e domingo com pessoas que eu nem conhecia direito! As meninas tão legais e os garotos super engraçados! Pela primeira vez não me senti tão deslocada com pessoas que eu não conhecia a mais de três anos...

Talvez eu estivesse mais propensa a conhecê-los melhor, talvez eu tivesse amadurecido... Me pareceu que eu já os tinha no meu coração há anos! É bom saber que eu estou mudando, que eu posso contar com outras pessoas, além de confiar nas minhas antigas amizades! Assim como a Ju, a Mari, o Emerson, o André, o Daniel e o Ricardo, além da minha família, descobri que a Lu, a Grazi, a Carol, a Elaine e os meninos também podem animar as minhas festas!

Valeu, Deus, por mais um motivo de sobreviver...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ler é...

Acordei me lembando disso hoje...

Julho2004
Primeira vez num avião, primeira vez viajando sozinha
Um trecho das Crônicas de NiNa (pra quem não sabe sou eu):

"Nunca tinha viajado de avião. Nunca tinha viajado sozinha. Entrei no avião e como minha irmã sempre fazia em suas viagens, sentei do lado da asa. Sei que não é o lugar mais cobiçado, mas queria realmente sentir a sensação de se estar dentro de um avião... Sentei bem na janelinha e o lugar do meu lado ficou vazio. Isso realmente era bom. Um cara de aparentemente uns trinta anos de idade, bem composto, bonito, sentou-se na cadeira do corredor e começou a ler o jornal do dia. Vi as nuvens brilharem lá fora, muito brancas, bem abaixo de mim, passando lentamente como num balé calmo... Lindo! Como queria ter levado a máquina fotográfica! Depois de um tempo, olhei pro lado. O cara agora estava lendo um livro. Me estiquei disfarçadamente pra ver qual livro era, mas só consegui que o cara me olhasse de rabo de olho, droga... Me perguntei porque não tinha levado um dos meus tantos livros pra me entreter naquele lugar, as nuvens lá fora já tinham perdido a graça... O moço ao meu lado abaixou o livro e olhou pra mim:
-Você gosta de ler?
-Ah, claro, amo ler!
-Já leu "O Mouro de Veneza?"
-Ah, não, mas gostaria muito, tava vendo pra comprar e...
-Tome. É seu. Eu já terminei.
-Como...?
-Pegue, pode ler, é seu. Aí é passar pra frente!
Fiquei olhando aquele braço esticado, meio alegre, meio sem saber o que fazer e esbocei um sorriso. Agradeci e quase explodi de alegria, queria mesmo ler esse livro!"

Ah, se existissem mais caras como este! Se tivéssemos a cultura de passar os livros à frente, sem preconceito, sem achar que gastou dinheiro à toa! O Brasil seria diferente. Teríamos pessoas melhores, sinceramente! Ensinemos nossos pais e filhos a gostar de ler, façamos algo de bom pelo nosso país!!

"Ler devia ser proibido"
http://www.youtube.com/watch?v=iRDoRN8wJ_w

Chuva surpresa

-Eu já senti dois.
-Pois então vc tá gorda pq eu não senti nenhum...
-Três, quatro, cinco, seis, set...
-Menina, que é isso!!
-Pow, não vai praí não, é perigoso!
-Mas como assim, a chuva tá me molhando todinha!!
-Mas mãe, debaixo da árvore é pior, e os raios???

Foi assim nossa aventura hoje. Cinco mulheres voltando sensualmente molhadas, escaldadas pra casa depois do parque. Também, o que essas doidas estavam fazendo oito horas da noite no parque da cidade??? Minha mãe, deu a louca e resolveu arrastar todo mundo pra uma caminhada depois do expediente na loja. Acabou o sossego!! Desde segunda agora dia 7, dá seis e quarenta mais ou menos e todas tem que estar prontas pra malhar! Também, só assim pra ela encarar um exercíciozinho (hihii) .... Mas acredite: é muito massa. A gente perde umas calorias se divertindo!

O parque fica sempre movimentado esse horário, sempre de gente bonita, dá até gosto de ir, só pra ver o povo passando, a rotina das pessoas, quantos quilos alguns ainda tem que perder (heheheh), algumas figuras tão engraçadas que fica difícil conter o riso!!

Fiz as abdominais de sempre. Esperei minha mãe chegar, dois kilômetros pra trás, e continuamos a caminhada, esperando chegar logo em casa, antes que o céu ameaçador caísse sobre nossas cabeças... Vc acredita que ele não esperou nem um minutinho a mais? Aí se assucedeu-se a tal conversa aí de cima. A chuva, ou melhor, o dilúvio, não teve dó de nós, caiu pra arrasar mesmo quem estivesse desprevenido! O frio que a pele não sentiu, já que estávamos correndo, passou direto para os ouvidos, que doíam como se fossem explodir, além das pernas dormentes e da tontura nos olhos. Naqueles 'banheirinhos' no meio do percurso, várias pessoas tremendo de frio, esperando a chuva passar, além de um moleque chato gritando que queria a mãe, a casa, a cama... Mas se quer saber, não deixei isso me abater. Ergui as mãos pro céu e gritei. Pulei, dancei, cantei. Achei um jeito novo de encarar aquilo e minha irmã fez o mesmo! O super toró repentino se tornou um lavador de almas. E realmente, lavou minha alma, reuniu minha família comigo mais uma vez e voltei pra casa feliz, revigorada! Obrigada Senhor!