Se vc quiser mudar a rotina, a coisa chata de todo dia ser do mesmo jeito, pegue um ônibus de vez em quando. Não que eu não precise, aliás, só o pego porque preciso, minha irmã monopolizou o "nosso" carro, agora que fez 18 anos... Vc rirá e chorará, pode crer.
Peguei o ônibus quarta dia 16 às 14h e, lá na l2 sul, eis que surge um homem com uma caixa nas mãos dando bom dia bem alto, em pé na frente da catraca. "Ai não, mais um vendedor, que chato!" , foi o que pensei. Quando ele começou a falar, logo notei que não era coisa de vendedor. Ele estava em campanha contra a aids, promovida sei lá por quem, ouvi algo a respeito da rodoviária. Apoiou a caixa num banco lá na frente e puxou dois saquinhos. Uma camisinha masculina e outra feminina. ?!?!?!? Ah não, fala sério... Falava como se fosse vendê-las, abriu os saquinhos e sacudiu as camisinhas pra que pudéssemos ver. Disse que fazia isso por que tinha aids também e queria ajudar, dando as camisinhas. Pegou algumas e pôs-se a distribuí-las. As meninas agradeciam, sorridentes. Levantei-me e fui pra porta da saída esperar minha vez de descer. Vi que logo na última cadeira, lá atrás do ônibus, um cara, gordo, se mexia nervosamente, como se estivesse incomodado e não tirava os olhos do homem das camisinhas. Olhava pra elas como um mendigo olha pra um prato de comida, procurando atraí-las com o poder da mente... Muito bizarro. O homem das camisinhas me ofereceu uma e, logo que recusei, dirigiu-se ao garoto lá atrás e eis que o coitado pega umas três ou quatro, quase que furtivamente das mãos do homem, segurando-as perto do peito como se fossem a sua vida, ali, entre os seus dedos. Saí me perguntando o quanto esse cara tava precisado... heheh..
Logo que saí da Escola de Música, às 18h, peguei um outro ônibus em direção à w3 norte. Estava entupido, como todo Grande Circular nesse horário. Fui me esgueirando por entre as pessoas em pé e me instalei na frente do último banco, em pé, perto da porta de saída. Não me pergunte como conseguia me segurar, colocando o violino entre as pernas e enrolando meu braço direito no ferro enquanto o esquerdo segurava quase que inutilmente o fichário estufado de partituras e notas de aulas.
A essa altura já estávamos na l2 norte. Uma mulher e um rapaz postaram-se ao meu lado, esperando a vez de descer. Na parada do HUB eles desceram. Eis que surge, do nada, uma moça entre as pessoas, se espremendo pelo corredorzinho do ônibus e, sendo puxada pelo braço, uma criança de uns 3 anos, no máximo. A moça gritava para esperar e foi logo descendo pela porta traseira. Por uns segundos me voltei pra frente, tentando entender porque o motorista acelerava se tinha gente descendo do ônibus! A porta bateu e me virei de novo pra olhar: o garotinho gritava, com toda a metade direita do seu corpinho presa pra dentro do ônibus. Um rapaz agarrou a porta, mas não conseguiu abri-la, então pôs-se a esmurrar aquela maquinaria que fica acima da porta, ao que todos dentro do ônibus começaram a gritar pedindo pra abrir! Tudo isso em poucos segundos, mas o menininho ficou na calçada, chorando compulsivamente... Por breves segundos que pareceram uma eternidade, ficamos todos parados, olhando aquela cena da mãe tentando consolar seu filho, sem poder ajudá-los porque a porta se fechara novamente... Uma mulher começou a gritar dizendo ao motorista que ele devia ir olhar o menino, dar assistência, ver se estava tudo bem. Então ele desceu, observou o garotinho choroso, mas a mãe disse que não havia problema, ele estava bem. Prosseguimos então a viagem. Fiquei pensando que pelo menos eles estavam na frente de um hospital, podiam fazer um check-up...
Aquele dia tava impossível. Depois do incidente, mais duas pessoas quase ficaram presas de novo, por causa do motorista que não conseguia saber se tinha mais alguém pra descer. Na terceira vez, um cara ironizou: "Hoje a bicha tá solta!" e todos riram, o clima finalmente tinha se amenizado.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Rapidão!
Olá, Pessoal!
Passando só pra avisar que ainda estou viva... Não abandonei não, penso todo dia nisso aqui, mas não tenho tempo pra nada mais. Como já me disseram, bem-vinda ao mundo maravilhoso dos concursos! Well, well, well... Não tão ruim, não tão bom... Penso o tempo todo que não posso esmorecer, não posso dormir, não posso adoecer, não posso ver tv, nem conversar com os amigos no intervalo. Cada minuto é preciosíssimo quando se tem 19 matérias por semana pra estudar, nenhum horário livre e duas provas por semana pra fazer!! Pra vc ter uma idéia: aulas também sábados e domingos, de 8h às 18h, gostou??
Só recomendo não chegar em casa morta de sono às 23h, comer um chocolate, dormir no sofá da sala, acordar no meio da noite e sair correndo escovar os dentes e ir dormir (de novo!), acordar às 6h parecendo um zumbi (sério! passei 40 min na frente da pia do banheiro me perguntando o que eu tava fazendo, minha cabeça tava girando, parecia depressão pós-droga, se é assim que se diz...) e ir pra aula sem comer nada até meio-dia. Sabia que isso dá hipoglicemia?? Pois é...
Passando só pra avisar que ainda estou viva... Não abandonei não, penso todo dia nisso aqui, mas não tenho tempo pra nada mais. Como já me disseram, bem-vinda ao mundo maravilhoso dos concursos! Well, well, well... Não tão ruim, não tão bom... Penso o tempo todo que não posso esmorecer, não posso dormir, não posso adoecer, não posso ver tv, nem conversar com os amigos no intervalo. Cada minuto é preciosíssimo quando se tem 19 matérias por semana pra estudar, nenhum horário livre e duas provas por semana pra fazer!! Pra vc ter uma idéia: aulas também sábados e domingos, de 8h às 18h, gostou??
Só recomendo não chegar em casa morta de sono às 23h, comer um chocolate, dormir no sofá da sala, acordar no meio da noite e sair correndo escovar os dentes e ir dormir (de novo!), acordar às 6h parecendo um zumbi (sério! passei 40 min na frente da pia do banheiro me perguntando o que eu tava fazendo, minha cabeça tava girando, parecia depressão pós-droga, se é assim que se diz...) e ir pra aula sem comer nada até meio-dia. Sabia que isso dá hipoglicemia?? Pois é...
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