quinta-feira, 30 de abril de 2009

Um pouco de mim

Nasci tão magrinha que minha mãe me enrolava dos pés até o pescoço num cobertozinho, apesar de ser super saudável

Nunca gostei de comer. Minha mãe precisava tirar o leite dos seios e por na mamadeira e meu pai enfiava o polegar dentro da minha boca até eu engolir toda a comida estufada nas bochechas

Sempre tive coisas do Cebolinha ou na cor verde, porque a minha irmã mais velha chorava que queria assim. Ela ficava com as coisas da Mônica, tudo vermelhinho.

Queria ter um quarto todo rosa e uma casinha de bonecas. Só agora, depois de adulta tenho meu quarto rosa e detesto (Calma, quarto novo em fase de aquisição)

Demorei muito para aprender a andar, mas contam que um belo dia eu levantei e saí andando como um adulto, sem tropeçar e desequilibrar

Também demorei para aprender a ler. Aprendi no tijolão (HOHOHO!)

Não me prendia a coisas de menina. Gostava mais de carrinhos do que da Barbie

Brincava muito mais com os meninos do que com as meninas. Eles sim sabiam ser divertidos

Conheci muitas pessoas que até hoje me lembro, mas que nunca mais vi, saudade...

Tinha uma amiga incrivelmente linda no ensino fundamental que vivia correndo atrás de um feioso que não queria nada com ela (vai entender...)

Nessa mesma época gostei de um garotinho. Anos depois descobri que eu havia crescido e ele não. (Da altura da minha cintura, huhuhuh, coisa boa)

Tive vários amores platônicos, até com o príncipe William da Inglaterra. (Depois descobri que nunca estive apaixonada realmente, até conhecer um certo alguém)

Morri de medo quando minha mãe quis por tudo no mundo que eu interpretasse Flash Dance no festival da escola e vibrei de alegria quando não conseguiu

Já abriram meu diário e quando vi várias pessoas estavam rindo das coisas escritas. Terrível a vergonha que senti

Já usei óculos de fundo de garrafa, cabelos presos e roupas folgadas por muito tempo

Nessa época fui chamada até de franguinho assado (não conta, sua doida!)

Aos 13 anos subi num palco pela primeira vez. Cantava num coral na sala Villa-Lobos!

Aos 14 anos, mudei. Joguei os óculos fora e entrei numa agência de modelos

Aos 14, saí da natação e da ginástica olímpica para entrar na Escola de Música de Brasília

Aos 15, fui fotografada por Fernando Torquatto (meu presente de debutante??)

Desfilei várias vezes, pena que nada importante

Na escola, estranharam a mudança, passaram a me olhar, me notar

Na escola de música de brasília, conheci as pessoas mais legais e humildes da minha vida

Fiz várias apresentações de violino, mas saí da escola de música um semestre antes do meu concerto de formatura

Saí porque um professor maestro meu um dia me olhou e do nada me disse: "Adriana, não se esforce demais. Você está cansada. Elimine o que não for essencial agora". Encarei aquilo como um aviso de Deus.

Por falar nisso, já ouvi a voz de Deus. De verdade. Antes ouvia, mas foi num acampamento da igreja que aprendi a atender e entender quando Ele chama. É a melhor coisa da vida...

Já fiquei vermelha com três declarações de amor. Mas foi através de uma amiga que conheci e me apaixonei por alguém pela primeira vez.

Já vivi uma época de muita alegria, em que tudo dava certo. Aproveitei bastante, mas quero que volte!

A pior época da minha vida foi recentemente. Envolveu um acidente e dois assédios. Por isso acham que mudei muito.

A partir de então, passei a me perguntar qual o sentido da vida. Busquei religião e livros sobre tudo para obter resposta. Recentemente descobri a Logosofia, mas foi hoje, sozinha, que me ocorreu que não é a vida que nos dá um sentido, mas o contrário, a gente que tem que dar um sentido pra vida, fazer e acontecer para fazer a diferença no mundo.

Participo das ONGs Voluntários On Line, WWFBrasil, Gapac e Gente Nova. Amei o km de brinquedos!

Tenho três irmãs, meus pais são casados, tive um avô que não conheci e outro que adorava mas não me lembro dele, duas avós por parte de mãe que já morreram e uma por parte de pai que é minha ídola. Tenho 11 primos por parte de pai, sendo que só três são homens. Por parte de mãe eu não sei, heheeh, temos descoberto primos novos uma semana atrás da outra, um mistério!

Sou uma amante inveterada das artes. Amo pintar e desenhar desde pequena, adoro saber mais de música do que a maioria das pessoas, amooo escrever (acho que já notaram) e sempre quis ter aulas de teatro. (Calma que chego lá). Quando dizia que queria me formar em música, várias vezes já riram na minha cara.

Escolhi então a computação. Foi aí que descobri uma nova paixão. Uma maneira de ajudar as pessoas que precisam e uma maneira de me realizar. Descobri que gosto de computação gráfica, quero fazer curta-metragens e jogos de computador!

Mas não desisti das artes. Tenho um projeto para criar (ou não) uma ong de fazer musicais com minha antiga maestrina. Ensinaríamos adolescentes carentes a tocar um instrumento ou a cantar e interpretar e levaríamos as apresentações ao lugares mais humildes, onde o conhecimento das artes fosse escasso.

Além desse, tenho outros projetos. Estou escrevendo um livro, tenho umas idéias de um compositor de músicas e muitos outros.

Descobri que adoro economia e estou estudando pra aplicar na Bolsa de Valores

Descobri também que adoro administração e pretendo ainda me formar nisso, assim como em música.

Estou tentando ser feliz, apesar de ser a pessoa mais preguiçosa e bagunceira que conheço. Acordo todos os dias de manhã querendo fazer tudo e me arrependo à noite por não ter feito nada.

Bom, não tem como conhecer tudo de uma pessoa complicada como eu, mas taí um 'resuminho'...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Voar! (??)

Essas duas noites foram tão intensas...

Sonhei profundamente e, não sei porque, sinto que são sinais ou alguma outra forma de me avisar sobre meu futuro. De sábado para domingo eu sonhei que estava de volta ao trabalho, no TST, e tinham reservado uma sala só para mim, com mesa, computador, livros para pesquisa e funcionários à minha disposição, para que eu pudesse produzir no que quisesse e ainda seria remunerada pra isso. Feliz da vida, sentei-me atrás da mesa, olhei pro computador e me veio um vazio. O que eu faço?? Desenvolvo um site? Escrevo um livro? Publico fotos? Produzo um musical? Desenvolvo um compositor de músicas? O que?? Desesperei. Tantas coisas que quero fazer, brigo por fazer e quando finalmente me dão a chance de fazê-lo, não sei nem como começá-lo. Às vezes as pessoas são assim. Querem ser livres, mas não sabem o que fazer com a liberdade. Me vi no céu sem chão nem asas. Assustador.

De domingo para segunda (hoje), sonhei que era convidada para substituir uma backing vocal de uma banda famosa (até algumas horas atrás lembrava até como cantar a música) e o público gostou tanto que me tornei a vocalista oficial. Assustador também, por incrível que pareça. A idéia de ter o público te idolatrando parece maravilhosa, mas todo mundo sabe que a fama tem seu preço. Sua carreira crescendo rápido, os fãs gritando, chorando de emoção...

Sei lá. Sempre quis voar, mas agora descobri que tenho medo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nova fase

Olá Pessoal!

Estou passando por uma fase apertada, de final de curso e início de um novo trabalho, então tudo é uma correria. Mas, apesar de tudo isso, não queria me esquecer desse blog. É a minha maneira de me expressar e de manter contatos com vocês. Por isso queria pedir imensamente que 'seguissem' o blog e/ou que assinem o feed, pois estarei atualizando sempre e espero que de modo que agrade a vocês. Coloquei também uma enquete para que vocês respondam com carinho, mas deixo aberto para mais sugestões. Comentem, por favor, isso é muito importante para mim, sinto-me mais motivada e posso ter um feed-back maior. Quero que gostem do blog, quero falar de tudo, porque eu gosto de tudo. Posts sobre música, computação, economia, voluntariado, desastres, política... Enfim, gostaria de fazer algo leve de ler, que agrade a você, meu leitor. Expresse sua opinião, estamos aqui pra isso, né não??


Comenta, comentaaa

sexta-feira, 3 de abril de 2009

=(

Eu tenho escrevido demais sobre coisas ruins. Sobre as dúvidas que pairam a mente de um ser que sempre se pergunta qual o sentido da vida, porque o céu é azul, será que Deus é homem ou mulher...? Queria poder parar. Parar de pensar, parar pra pensar no que realmente interessa. Mas... o que me interessa? Eu não sei... Ainda. Estou quase lá, me procurando até me encontrar.

Queria contar sobre meu primeiro dia do primeiro trabalho. É, por incrível que pareça, comecei a trabalhar mesmo em novembro do ano passado. Acordei 6h30 da manhã, já entendiada de ficar deitada (isso não é nada normal no meu caso!). Esperei por um ônibus mesmo pra testar o horário que eu deveria fazer todos os dias. Entrei no ônibus, assustada, cheia de livros nos braços, lembrando das aulas à noite, uma mochilona nas costas e uma bolsinha a tira-colo. Sentei-me na cadeira da frente, pra que a cobradora pudesse me avisar quando descer. Não tinha a mínima idéia! Então, o motorista deu uma super guinada pra esquerda, fazendo uma curva. Não tive apoio. As mãos cheias de coisas, assim como o colo, a falta de um banco na minha frente e a falta de atenção contribuíram para uma única coisa: eu sofrer a inércia e me estatelar no chão! Eu olhei pros lados rapidamente, procurando uma forma de se segurar, mas meu nariz estava prestes a 'beijar' - se é que nariz beija - o banco do vizinho da direita. Não sabia se fechava os olhos ou se os abria mais, só conseguia pensar na dor que eu sentiria depois daquilo tudo, mas então notei uma coisa: eu estava imóvel. O tempo parou? Como eu parei numa posição totalmente contra as leis da física? Senti uma dor no braço. Uma mão trêmula o agarrava forte e gentilmente. Me puxou de volta ao meu banco e agradeci, pensando no tamanho do reflexo ultra-rápido que esse homem teve. Caramba, por isso ele ainda tremia. Eu ainda tremia.

Ultimamente não tenho tido os melhores dos meus dias. No sábado antes do carnaval morreu uma pessoa querida. Não falava muito com ele, mas já gostava bastante dele. Ele praticava marcha atlética e sofria de leucemia. Tinha acabado de entrar no curso de educação física e ganhado um patrocínio para competir fora do país. Treinava todos os dias no parque da cidade e vocês devem ter ouvido falar de um rapaz que morreu na piscina da cobertura do prédio dos seus tios no sudoeste. Fui no enterro. Minhas primas choravam aos prantos a sua morte e a imprensa não dava a mínima pra isso. A imprensa... Às vezes irrita tanta vontade de noticiar as coisas, principalmente desgraças. Rafael superou a leucemia, venceu milhares de competições e morreu de apnéia. Apnéia?! Pois é, acreditem quando a mamãe disser pra não prender a respiração debaixo d'água tentando ver quanto tempo aguenta. Bem que minha prima citou: Deus viu a alma boa que ele era e tratou de levá-lo pra pertinho de si.