Há uns três anos, sei lá, talvez mais, fomos pra chácara da vovó no sábado à noite, como de costume. Nada fora do normal, pegamos a vovó em sobradinho e seguimos de carro, deviam ser umas 18h30, conversando lorotas e tudo mais. Entramos na estrada de terra e fizemos o caminho já decorado, como já feito a quase 20 anos. Acontece que, na entrada da chácara tem uma placa: "Nº 05 - Chácara Altamira" e logo adiante uma bifurcação pra esquerda, saindo da estrada principal, que nos leva para a nossa chácara. Mas... cadê a bifurcação?? Meu pai levou um susto e jogou o carro com tudo pra esquerda, então subimos um barranco. Já estava escuro e logo na frente, o farol iluminou uma cerca de arame farpado! Assustado novamente, meu pai jogou de novo o carro pra esquerda e nos vimos no meio do mato. Meu pai resolveu parar, havia algo muito estranho, onde estamos? Na confusão e na rapidez com que aconteceram os fatos, todos perderam o senso de direção. Éramos seis desnorteados dentro de uma caminhonete! Meu pai e minha vó desceram do carro, procurando algo com que iluminar o local. "Achei a lanterna!", disse meu pai, quase na hora em que percebeu que não tinha bateria... Minha vó perguntou se alguém tinha celular pra que pudéssemos avisar pro caseiro vir nos ajudar a achar o caminho da chácara, mas estavam todos ou sem celular ou com a bateria vazia. Como todos os celulares resolvem não funcionar na mesma hora??? Mas aí ela mesma vê que seu celular ainda tem bateria, apesar de só um pouquinho! Ligou pra ele e depois rezou pra que chegasse logo...
A parte depois dessa parte ficou meio confusa na minha cabeça, das minha irmãs e da minha mãe. A minha vó preferiu esquecer e o meu pai jura que não aconteceu.
Meu pai desceu o barranco e achou um buraco, na escuridão, só tínhamos a luz do farol para nos guiar. Ficamos nos perguntando de que lado teria ficado a estrada principal e esperando que aparecesse algum carro para que pudéssemos então saber onde estávamos. Nada. Nada de carro, nada de caseiro, nada de achar a chácara. E agora? O que faremos, o caseiro está demorando demais! De repente, em meio à escuridão quase cega, vimos uma luz. Minha vó exclamou: "Ah, graças a Deus, é o caseiro!" Ficamos então observando aquela luz vir na nossa direção, mais rápida do que uma bicicleta, mais devagar que uma moto... Não fazia barulho e não se parecia com nada que já tivéssemos visto. Mas mesmo assim, continuamos a observar a luz, esperando que o caseiro viesse ao nosso encontro, sem se tocar da estranheza da tal luz... Durante uns cinco minutos ela veio na nossa direção, mas depois mudou. "Uai?!?", disse minha vó num sotaque mineiro e então vimos como a luz subiu lentamente e pairou sobre a copa das árvores, querendo nos mostrar alguma coisa. Ela passou então a se dirigir pra direita até sumir... Nos olhamos na escuridão, mas incrivelmente, ninguém achou anormal naquele momento e continuamos a discutir sobre a localização da chácara. "Poxa, como demora esse cara! Será o quê que ele foi fazer?" Aí já éramos todos exclamando, pensando se teríamos de passar a noite no carro e esperar até que amanhecesse! "Pai, sai daí desse buraco! Estamos vendo algo ali na frente!" Então, de novo, a luz veio. "Ah, dessa vez é ele!", a vó disse esperançosa. Nos ajeitamos no carro, meu pai subiu para ver melhor e ficamos estáticos no lugar, esperando o caseiro falar, por mais que não soubéssemos de que modo ele teria vindo nos ajudar, não era uma bicicleta, nem moto, muito menos um carro... Assim, com todo mundo prestando toda a atenção, sabendo que no íntimo era uma coisa estranha, mas no susto da situação ninguém se importou, então chamamos pela luz. "Aqui! Aqui!" Ela fez exatamente o que a outra (ou ela mesma) tinha feito antes. Vimos, então, que ela iluminava uma cerca, uma grande cerca, aliás, pra ser mais precisa, a cerca da chácara da vovó! "Mas então é pra lá! Eu sabia!" Disse minha mãe e todos fomos pro carro e entramos na chácara, rindo da nossa confusão! Lá na frente, vinha o caseiro montado num cavalo com pá e enxada na mão, assustado e sem nenhuma lanterna! Aí que caímos na gargalhada!
No dia seguinte veio minha mãe contando que quase não dormiu à noite pensando na luz e fomos todos discutir sobre o acontecido. Ninguém soube explicar cientificamente e nem logicamente aquelas luzes, mas meu pai insistia em dizer que era bobagem. Pegou o carro e voltou ao local do dia anterior. Eu estava com ele e pude ver que no lugar que era pra ter alguma marca de sapato, pé, roda de moto ou bicicleta, não havia nada. Nenhum sinal de que qualquer coisa havia passado ali. Voltamos calados, confusos... Meses depois, minha vó (é mãe do meu pai) dizia que não se lembrava quando minha mãe comentava com ela (olha que minha vó é uma mulher forte e extremamente saudável) e estranho que minha mãe descobriu que provavelmente a mãe dela teria morrido naquele dia...
É... coisas inexplicáveis...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Só perguntas...
O que leva uma pessoa a se arrepender de certas coisas?
Talvez ela tenha fantasiado que essa tal coisa seria muito melhor do que realmente é.
Porque certas pessoas têm tanto medo dessas tais certas coisas?
Talvez por achar que não pode superar a decepção e o arrependimento.
Mas a vida está aí e a gente não pode se arrepender do que não fez, não é mesmo? Quando será que teremos a mesma oportunidade? Talvez nunca...
Porque algumas pessoas não dão valor pro quem tem até se verem sem elas?
Porque simplesmente não valorizam enquanto podem? Aí fica difícil não se arrepender depois!
Talvez ela tenha fantasiado que essa tal coisa seria muito melhor do que realmente é.
Porque certas pessoas têm tanto medo dessas tais certas coisas?
Talvez por achar que não pode superar a decepção e o arrependimento.
Mas a vida está aí e a gente não pode se arrepender do que não fez, não é mesmo? Quando será que teremos a mesma oportunidade? Talvez nunca...
Porque algumas pessoas não dão valor pro quem tem até se verem sem elas?
Porque simplesmente não valorizam enquanto podem? Aí fica difícil não se arrepender depois!
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Presente pra você
Não gosto de falar de fatos. Isso qualquer um faz.
Não gosto de contar mentiras. Isso TODOS fazem.
Gosto de falar de sentimentos. Dos meus sentimentos só eu sei, tento ao máximo passar isso a você, meu caro leitor, pra que possa também senti o mesmo que eu.
Me basta ficar num lugar calmo, fechar os olhos, respirar bem fundo e lembrar de uma cena que me marcou muito. Passam-se flashes, alguns mais demorados do que outros, mas todos intensamente vividos outra vez...
Como nesse fim de semana... Sexta-feira senti-me num turbilhão de idéias, perguntas sem respostas, era como se eu estivesse me afogando e não pudesse gritar por ajuda. Senti-me estranha, como se eu não pudesse confiar em ninguém, todos eram culpados até que se provasse o contrário! Aí fiz besteira: falei o que simplesmente me veio na cabeça, me arrependi na hora,. era o que eu estava pensando, mas ele não merecia ouvir... Foi embora calado e nem olhou pra trás. Pesadelos e mais pesadelos horríveis, acordei no sábado ofegante, assustada.
Sábado tinha que ser diferente. "Vou fazer o que meu coração me disser pra fazer, minha razão já me deu muito trabalho ontem." Saí pra dançar, mas a melhor parte veio no escurinho, a sós: "você tem alguma pergunta pra me fazer?" Sabe quando a música pára e as pessoas em volta somem, o tempo fica suspenso e só existe aquele momento, nada mais? (Porque ele não é assim sempre?) Uma festinha inesquecível aquela... Hehehe, experimente ouvir high hopes do pink floyd abraçada com seu amorzinho pra ver... (se ele ler isso, agora deve estar soltando um bom "pffff") !
Domingo estava com tudo pra ser ruim. Acordei de bom humor, mas o resto da casa parecia que não. Dia cinzento, como na semana toda, e frio. A fila pra entrar no estacionamento já estava grande, imagine a do cinema. Perdemos a sessão. "Mas tem outra mais tarde..." sabe, não me importou. Sabia que o dia terminaria bem porque eu estava com ele. E foi divertido! Valeu pelo fds, amorzinho!
Agora, ele bem que podia passar o carnaval comigo...
Não gosto de contar mentiras. Isso TODOS fazem.
Gosto de falar de sentimentos. Dos meus sentimentos só eu sei, tento ao máximo passar isso a você, meu caro leitor, pra que possa também senti o mesmo que eu.
Me basta ficar num lugar calmo, fechar os olhos, respirar bem fundo e lembrar de uma cena que me marcou muito. Passam-se flashes, alguns mais demorados do que outros, mas todos intensamente vividos outra vez...
Como nesse fim de semana... Sexta-feira senti-me num turbilhão de idéias, perguntas sem respostas, era como se eu estivesse me afogando e não pudesse gritar por ajuda. Senti-me estranha, como se eu não pudesse confiar em ninguém, todos eram culpados até que se provasse o contrário! Aí fiz besteira: falei o que simplesmente me veio na cabeça, me arrependi na hora,. era o que eu estava pensando, mas ele não merecia ouvir... Foi embora calado e nem olhou pra trás. Pesadelos e mais pesadelos horríveis, acordei no sábado ofegante, assustada.
Sábado tinha que ser diferente. "Vou fazer o que meu coração me disser pra fazer, minha razão já me deu muito trabalho ontem." Saí pra dançar, mas a melhor parte veio no escurinho, a sós: "você tem alguma pergunta pra me fazer?" Sabe quando a música pára e as pessoas em volta somem, o tempo fica suspenso e só existe aquele momento, nada mais? (Porque ele não é assim sempre?) Uma festinha inesquecível aquela... Hehehe, experimente ouvir high hopes do pink floyd abraçada com seu amorzinho pra ver... (se ele ler isso, agora deve estar soltando um bom "pffff") !
Domingo estava com tudo pra ser ruim. Acordei de bom humor, mas o resto da casa parecia que não. Dia cinzento, como na semana toda, e frio. A fila pra entrar no estacionamento já estava grande, imagine a do cinema. Perdemos a sessão. "Mas tem outra mais tarde..." sabe, não me importou. Sabia que o dia terminaria bem porque eu estava com ele. E foi divertido! Valeu pelo fds, amorzinho!
Agora, ele bem que podia passar o carnaval comigo...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
>><<
Ano novo, vida nova.
Novas perspectivas, novos planos, esperanças renovadas.
Pra quê?
Pra eu levantar todo dia às 12h e passar o dia inteiro de pijama na frente da TV?
Atacando a geladeira sem parar vendo sessão da tarde ou DVDs?
Passeando com o cachorro no parque (não é o meu caso...)?
Sabe que eu preferia assim? Se eu tivesse dinheiro sobrando e sem nada melhor pra fazer (o que foi o caso ultimamente... Não a parte da grana, mas a de não ter o que fazer).
Mas a parte de aprender coisas novas, me envolver com outras pessoas e chegar em casa cansada e doida pela caminha, ahhh, me fascina! A parte de pensar que foi com o meu suor que eu conquistei mais um dia bom na minha vida, fiz dela o melhor que pude, é bom demais!
Essa é aquela fase que eu fico doida pras férias acabarem e eu trabalhar e estudar de novo! Então eu lembro como eu fico estressada e morta de cansada e dou graças a Deus de estar de férias... Ô dilema... Ó vida...
Novas perspectivas, novos planos, esperanças renovadas.
Pra quê?
Pra eu levantar todo dia às 12h e passar o dia inteiro de pijama na frente da TV?
Atacando a geladeira sem parar vendo sessão da tarde ou DVDs?
Passeando com o cachorro no parque (não é o meu caso...)?
Sabe que eu preferia assim? Se eu tivesse dinheiro sobrando e sem nada melhor pra fazer (o que foi o caso ultimamente... Não a parte da grana, mas a de não ter o que fazer).
Mas a parte de aprender coisas novas, me envolver com outras pessoas e chegar em casa cansada e doida pela caminha, ahhh, me fascina! A parte de pensar que foi com o meu suor que eu conquistei mais um dia bom na minha vida, fiz dela o melhor que pude, é bom demais!
Essa é aquela fase que eu fico doida pras férias acabarem e eu trabalhar e estudar de novo! Então eu lembro como eu fico estressada e morta de cansada e dou graças a Deus de estar de férias... Ô dilema... Ó vida...
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Questões inquestionáveis
Nem sempre as coisas saem como a gente queria que saíssem...
Nem sempre a gente acerta nas escolhas...
Acho que por isso me sinto tão nervosa, tão ansiosa ultimamente. Tenho medo de não fazer o que deveria ser feito, tenho muito medo de errar nas minhas decisões. Será que se eu desistir de tal coisa eu não vou me arrepender? Mas e se eu não o fizer, depois vou sofrer mais??? O meu futuro, como ficará depois que eu tomar essas decisões (ou não)? Está um pouco (muito!) obscuro pra mim...
Não consigo pensar, não consigo me decidir, porque já fiz de tudo pra que desse certo, mas nunca dá, tem sempre algum grande obstáculo pra enfrentar! Devo desistir então? Ou devo resistir? (lálálá hehehehe Fresno, pfff...) Me pergunto, olho pro céu, me dá uma resposta, uma luz, sim? Não quero uma decisão precipitada! É a minha vida em jogo, os meus sentimentos, o meu futuro... Talvez não seja o fim do mundo como parece, mas porque parece tão difícil?
Não se preocupem, não estou atordoada e nem desesperada. Só com as mesmas questões sem resposta de sempre. Estou feliz por estar começando um curso que queria muito e que vai me ajudar muito na minha vida profissional e por estar pensando com otimismo no meu futuro! Apenas uma pequena área da minha vida está me deixando completamente confusa... Mas é isso aí, não? Não posso deixar que uma área da minha vida atrapalhe as demais, como já tem feito a quase dois anos...
Nem sempre a gente acerta nas escolhas...
Acho que por isso me sinto tão nervosa, tão ansiosa ultimamente. Tenho medo de não fazer o que deveria ser feito, tenho muito medo de errar nas minhas decisões. Será que se eu desistir de tal coisa eu não vou me arrepender? Mas e se eu não o fizer, depois vou sofrer mais??? O meu futuro, como ficará depois que eu tomar essas decisões (ou não)? Está um pouco (muito!) obscuro pra mim...
Não consigo pensar, não consigo me decidir, porque já fiz de tudo pra que desse certo, mas nunca dá, tem sempre algum grande obstáculo pra enfrentar! Devo desistir então? Ou devo resistir? (lálálá hehehehe Fresno, pfff...) Me pergunto, olho pro céu, me dá uma resposta, uma luz, sim? Não quero uma decisão precipitada! É a minha vida em jogo, os meus sentimentos, o meu futuro... Talvez não seja o fim do mundo como parece, mas porque parece tão difícil?
Não se preocupem, não estou atordoada e nem desesperada. Só com as mesmas questões sem resposta de sempre. Estou feliz por estar começando um curso que queria muito e que vai me ajudar muito na minha vida profissional e por estar pensando com otimismo no meu futuro! Apenas uma pequena área da minha vida está me deixando completamente confusa... Mas é isso aí, não? Não posso deixar que uma área da minha vida atrapalhe as demais, como já tem feito a quase dois anos...
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Fds surpresa
Churrasco no fim de semana. Pensei: putz, que chato, nem gosto tanto assim de churrasco...
Mas sabe, foi bom demais! Adorei passar as tardes de sábado e domingo com pessoas que eu nem conhecia direito! As meninas tão legais e os garotos super engraçados! Pela primeira vez não me senti tão deslocada com pessoas que eu não conhecia a mais de três anos...
Talvez eu estivesse mais propensa a conhecê-los melhor, talvez eu tivesse amadurecido... Me pareceu que eu já os tinha no meu coração há anos! É bom saber que eu estou mudando, que eu posso contar com outras pessoas, além de confiar nas minhas antigas amizades! Assim como a Ju, a Mari, o Emerson, o André, o Daniel e o Ricardo, além da minha família, descobri que a Lu, a Grazi, a Carol, a Elaine e os meninos também podem animar as minhas festas!
Valeu, Deus, por mais um motivo de sobreviver...
Mas sabe, foi bom demais! Adorei passar as tardes de sábado e domingo com pessoas que eu nem conhecia direito! As meninas tão legais e os garotos super engraçados! Pela primeira vez não me senti tão deslocada com pessoas que eu não conhecia a mais de três anos...
Talvez eu estivesse mais propensa a conhecê-los melhor, talvez eu tivesse amadurecido... Me pareceu que eu já os tinha no meu coração há anos! É bom saber que eu estou mudando, que eu posso contar com outras pessoas, além de confiar nas minhas antigas amizades! Assim como a Ju, a Mari, o Emerson, o André, o Daniel e o Ricardo, além da minha família, descobri que a Lu, a Grazi, a Carol, a Elaine e os meninos também podem animar as minhas festas!
Valeu, Deus, por mais um motivo de sobreviver...
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Ler é...
Acordei me lembando disso hoje...
Julho2004
Primeira vez num avião, primeira vez viajando sozinha
Um trecho das Crônicas de NiNa (pra quem não sabe sou eu):
"Nunca tinha viajado de avião. Nunca tinha viajado sozinha. Entrei no avião e como minha irmã sempre fazia em suas viagens, sentei do lado da asa. Sei que não é o lugar mais cobiçado, mas queria realmente sentir a sensação de se estar dentro de um avião... Sentei bem na janelinha e o lugar do meu lado ficou vazio. Isso realmente era bom. Um cara de aparentemente uns trinta anos de idade, bem composto, bonito, sentou-se na cadeira do corredor e começou a ler o jornal do dia. Vi as nuvens brilharem lá fora, muito brancas, bem abaixo de mim, passando lentamente como num balé calmo... Lindo! Como queria ter levado a máquina fotográfica! Depois de um tempo, olhei pro lado. O cara agora estava lendo um livro. Me estiquei disfarçadamente pra ver qual livro era, mas só consegui que o cara me olhasse de rabo de olho, droga... Me perguntei porque não tinha levado um dos meus tantos livros pra me entreter naquele lugar, as nuvens lá fora já tinham perdido a graça... O moço ao meu lado abaixou o livro e olhou pra mim:
-Você gosta de ler?
-Ah, claro, amo ler!
-Já leu "O Mouro de Veneza?"
-Ah, não, mas gostaria muito, tava vendo pra comprar e...
-Tome. É seu. Eu já terminei.
-Como...?
-Pegue, pode ler, é seu. Aí é passar pra frente!
Fiquei olhando aquele braço esticado, meio alegre, meio sem saber o que fazer e esbocei um sorriso. Agradeci e quase explodi de alegria, queria mesmo ler esse livro!"
Ah, se existissem mais caras como este! Se tivéssemos a cultura de passar os livros à frente, sem preconceito, sem achar que gastou dinheiro à toa! O Brasil seria diferente. Teríamos pessoas melhores, sinceramente! Ensinemos nossos pais e filhos a gostar de ler, façamos algo de bom pelo nosso país!!
"Ler devia ser proibido"
http://www.youtube.com/watch?v=iRDoRN8wJ_w
Julho2004
Primeira vez num avião, primeira vez viajando sozinha
Um trecho das Crônicas de NiNa (pra quem não sabe sou eu):
"Nunca tinha viajado de avião. Nunca tinha viajado sozinha. Entrei no avião e como minha irmã sempre fazia em suas viagens, sentei do lado da asa. Sei que não é o lugar mais cobiçado, mas queria realmente sentir a sensação de se estar dentro de um avião... Sentei bem na janelinha e o lugar do meu lado ficou vazio. Isso realmente era bom. Um cara de aparentemente uns trinta anos de idade, bem composto, bonito, sentou-se na cadeira do corredor e começou a ler o jornal do dia. Vi as nuvens brilharem lá fora, muito brancas, bem abaixo de mim, passando lentamente como num balé calmo... Lindo! Como queria ter levado a máquina fotográfica! Depois de um tempo, olhei pro lado. O cara agora estava lendo um livro. Me estiquei disfarçadamente pra ver qual livro era, mas só consegui que o cara me olhasse de rabo de olho, droga... Me perguntei porque não tinha levado um dos meus tantos livros pra me entreter naquele lugar, as nuvens lá fora já tinham perdido a graça... O moço ao meu lado abaixou o livro e olhou pra mim:
-Você gosta de ler?
-Ah, claro, amo ler!
-Já leu "O Mouro de Veneza?"
-Ah, não, mas gostaria muito, tava vendo pra comprar e...
-Tome. É seu. Eu já terminei.
-Como...?
-Pegue, pode ler, é seu. Aí é passar pra frente!
Fiquei olhando aquele braço esticado, meio alegre, meio sem saber o que fazer e esbocei um sorriso. Agradeci e quase explodi de alegria, queria mesmo ler esse livro!"
Ah, se existissem mais caras como este! Se tivéssemos a cultura de passar os livros à frente, sem preconceito, sem achar que gastou dinheiro à toa! O Brasil seria diferente. Teríamos pessoas melhores, sinceramente! Ensinemos nossos pais e filhos a gostar de ler, façamos algo de bom pelo nosso país!!
"Ler devia ser proibido"
http://www.youtube.com/watch?v=iRDoRN8wJ_w
Chuva surpresa
-Eu já senti dois.
-Pois então vc tá gorda pq eu não senti nenhum...
-Três, quatro, cinco, seis, set...
-Menina, que é isso!!
-Pow, não vai praí não, é perigoso!
-Mas como assim, a chuva tá me molhando todinha!!
-Mas mãe, debaixo da árvore é pior, e os raios???
Foi assim nossa aventura hoje. Cinco mulheres voltando sensualmente molhadas, escaldadas pra casa depois do parque. Também, o que essas doidas estavam fazendo oito horas da noite no parque da cidade??? Minha mãe, deu a louca e resolveu arrastar todo mundo pra uma caminhada depois do expediente na loja. Acabou o sossego!! Desde segunda agora dia 7, dá seis e quarenta mais ou menos e todas tem que estar prontas pra malhar! Também, só assim pra ela encarar um exercíciozinho (hihii) .... Mas acredite: é muito massa. A gente perde umas calorias se divertindo!
O parque fica sempre movimentado esse horário, sempre de gente bonita, dá até gosto de ir, só pra ver o povo passando, a rotina das pessoas, quantos quilos alguns ainda tem que perder (heheheh), algumas figuras tão engraçadas que fica difícil conter o riso!!
Fiz as abdominais de sempre. Esperei minha mãe chegar, dois kilômetros pra trás, e continuamos a caminhada, esperando chegar logo em casa, antes que o céu ameaçador caísse sobre nossas cabeças... Vc acredita que ele não esperou nem um minutinho a mais? Aí se assucedeu-se a tal conversa aí de cima. A chuva, ou melhor, o dilúvio, não teve dó de nós, caiu pra arrasar mesmo quem estivesse desprevenido! O frio que a pele não sentiu, já que estávamos correndo, passou direto para os ouvidos, que doíam como se fossem explodir, além das pernas dormentes e da tontura nos olhos. Naqueles 'banheirinhos' no meio do percurso, várias pessoas tremendo de frio, esperando a chuva passar, além de um moleque chato gritando que queria a mãe, a casa, a cama... Mas se quer saber, não deixei isso me abater. Ergui as mãos pro céu e gritei. Pulei, dancei, cantei. Achei um jeito novo de encarar aquilo e minha irmã fez o mesmo! O super toró repentino se tornou um lavador de almas. E realmente, lavou minha alma, reuniu minha família comigo mais uma vez e voltei pra casa feliz, revigorada! Obrigada Senhor!
-Pois então vc tá gorda pq eu não senti nenhum...
-Três, quatro, cinco, seis, set...
-Menina, que é isso!!
-Pow, não vai praí não, é perigoso!
-Mas como assim, a chuva tá me molhando todinha!!
-Mas mãe, debaixo da árvore é pior, e os raios???
Foi assim nossa aventura hoje. Cinco mulheres voltando sensualmente molhadas, escaldadas pra casa depois do parque. Também, o que essas doidas estavam fazendo oito horas da noite no parque da cidade??? Minha mãe, deu a louca e resolveu arrastar todo mundo pra uma caminhada depois do expediente na loja. Acabou o sossego!! Desde segunda agora dia 7, dá seis e quarenta mais ou menos e todas tem que estar prontas pra malhar! Também, só assim pra ela encarar um exercíciozinho (hihii) .... Mas acredite: é muito massa. A gente perde umas calorias se divertindo!
O parque fica sempre movimentado esse horário, sempre de gente bonita, dá até gosto de ir, só pra ver o povo passando, a rotina das pessoas, quantos quilos alguns ainda tem que perder (heheheh), algumas figuras tão engraçadas que fica difícil conter o riso!!
Fiz as abdominais de sempre. Esperei minha mãe chegar, dois kilômetros pra trás, e continuamos a caminhada, esperando chegar logo em casa, antes que o céu ameaçador caísse sobre nossas cabeças... Vc acredita que ele não esperou nem um minutinho a mais? Aí se assucedeu-se a tal conversa aí de cima. A chuva, ou melhor, o dilúvio, não teve dó de nós, caiu pra arrasar mesmo quem estivesse desprevenido! O frio que a pele não sentiu, já que estávamos correndo, passou direto para os ouvidos, que doíam como se fossem explodir, além das pernas dormentes e da tontura nos olhos. Naqueles 'banheirinhos' no meio do percurso, várias pessoas tremendo de frio, esperando a chuva passar, além de um moleque chato gritando que queria a mãe, a casa, a cama... Mas se quer saber, não deixei isso me abater. Ergui as mãos pro céu e gritei. Pulei, dancei, cantei. Achei um jeito novo de encarar aquilo e minha irmã fez o mesmo! O super toró repentino se tornou um lavador de almas. E realmente, lavou minha alma, reuniu minha família comigo mais uma vez e voltei pra casa feliz, revigorada! Obrigada Senhor!
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