quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Quem acredita em E.T.?

Há uns três anos, sei lá, talvez mais, fomos pra chácara da vovó no sábado à noite, como de costume. Nada fora do normal, pegamos a vovó em sobradinho e seguimos de carro, deviam ser umas 18h30, conversando lorotas e tudo mais. Entramos na estrada de terra e fizemos o caminho já decorado, como já feito a quase 20 anos. Acontece que, na entrada da chácara tem uma placa: "Nº 05 - Chácara Altamira" e logo adiante uma bifurcação pra esquerda, saindo da estrada principal, que nos leva para a nossa chácara. Mas... cadê a bifurcação?? Meu pai levou um susto e jogou o carro com tudo pra esquerda, então subimos um barranco. Já estava escuro e logo na frente, o farol iluminou uma cerca de arame farpado! Assustado novamente, meu pai jogou de novo o carro pra esquerda e nos vimos no meio do mato. Meu pai resolveu parar, havia algo muito estranho, onde estamos? Na confusão e na rapidez com que aconteceram os fatos, todos perderam o senso de direção. Éramos seis desnorteados dentro de uma caminhonete! Meu pai e minha vó desceram do carro, procurando algo com que iluminar o local. "Achei a lanterna!", disse meu pai, quase na hora em que percebeu que não tinha bateria... Minha vó perguntou se alguém tinha celular pra que pudéssemos avisar pro caseiro vir nos ajudar a achar o caminho da chácara, mas estavam todos ou sem celular ou com a bateria vazia. Como todos os celulares resolvem não funcionar na mesma hora??? Mas aí ela mesma vê que seu celular ainda tem bateria, apesar de só um pouquinho! Ligou pra ele e depois rezou pra que chegasse logo...

A parte depois dessa parte ficou meio confusa na minha cabeça, das minha irmãs e da minha mãe. A minha vó preferiu esquecer e o meu pai jura que não aconteceu.

Meu pai desceu o barranco e achou um buraco, na escuridão, só tínhamos a luz do farol para nos guiar. Ficamos nos perguntando de que lado teria ficado a estrada principal e esperando que aparecesse algum carro para que pudéssemos então saber onde estávamos. Nada. Nada de carro, nada de caseiro, nada de achar a chácara. E agora? O que faremos, o caseiro está demorando demais! De repente, em meio à escuridão quase cega, vimos uma luz. Minha vó exclamou: "Ah, graças a Deus, é o caseiro!" Ficamos então observando aquela luz vir na nossa direção, mais rápida do que uma bicicleta, mais devagar que uma moto... Não fazia barulho e não se parecia com nada que já tivéssemos visto. Mas mesmo assim, continuamos a observar a luz, esperando que o caseiro viesse ao nosso encontro, sem se tocar da estranheza da tal luz... Durante uns cinco minutos ela veio na nossa direção, mas depois mudou. "Uai?!?", disse minha vó num sotaque mineiro e então vimos como a luz subiu lentamente e pairou sobre a copa das árvores, querendo nos mostrar alguma coisa. Ela passou então a se dirigir pra direita até sumir... Nos olhamos na escuridão, mas incrivelmente, ninguém achou anormal naquele momento e continuamos a discutir sobre a localização da chácara. "Poxa, como demora esse cara! Será o quê que ele foi fazer?" Aí já éramos todos exclamando, pensando se teríamos de passar a noite no carro e esperar até que amanhecesse! "Pai, sai daí desse buraco! Estamos vendo algo ali na frente!" Então, de novo, a luz veio. "Ah, dessa vez é ele!", a vó disse esperançosa. Nos ajeitamos no carro, meu pai subiu para ver melhor e ficamos estáticos no lugar, esperando o caseiro falar, por mais que não soubéssemos de que modo ele teria vindo nos ajudar, não era uma bicicleta, nem moto, muito menos um carro... Assim, com todo mundo prestando toda a atenção, sabendo que no íntimo era uma coisa estranha, mas no susto da situação ninguém se importou, então chamamos pela luz. "Aqui! Aqui!" Ela fez exatamente o que a outra (ou ela mesma) tinha feito antes. Vimos, então, que ela iluminava uma cerca, uma grande cerca, aliás, pra ser mais precisa, a cerca da chácara da vovó! "Mas então é pra lá! Eu sabia!" Disse minha mãe e todos fomos pro carro e entramos na chácara, rindo da nossa confusão! Lá na frente, vinha o caseiro montado num cavalo com pá e enxada na mão, assustado e sem nenhuma lanterna! Aí que caímos na gargalhada!

No dia seguinte veio minha mãe contando que quase não dormiu à noite pensando na luz e fomos todos discutir sobre o acontecido. Ninguém soube explicar cientificamente e nem logicamente aquelas luzes, mas meu pai insistia em dizer que era bobagem. Pegou o carro e voltou ao local do dia anterior. Eu estava com ele e pude ver que no lugar que era pra ter alguma marca de sapato, pé, roda de moto ou bicicleta, não havia nada. Nenhum sinal de que qualquer coisa havia passado ali. Voltamos calados, confusos... Meses depois, minha vó (é mãe do meu pai) dizia que não se lembrava quando minha mãe comentava com ela (olha que minha vó é uma mulher forte e extremamente saudável) e estranho que minha mãe descobriu que provavelmente a mãe dela teria morrido naquele dia...

É... coisas inexplicáveis...

2 comentários:

  1. Quem sabe não um E.T, mas um anjo de luz! Ajudando vocês a encontrarem o caminho... sim eles nos protegem, minha mãe já viu um dentro do meu quarto!
    Certeza de estarem sendo protegidos amiga!
    Beijos! Te adoro!!!

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  2. Quero um novo post!
    Adoroooooo!!!
    Beijo amiga!

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