Não queria voltar a escrever num momento como esse, mas é quando melhor produzo...
Andei tentando me conhecer, pois tenho despejado demais minha agonia em inocentes, que nem sempre entendem isso em mim. Eu digo agonia, porque é algo que está preso dentro de mim há um tempão, como se fosse uma mágoa que vem crescendo e se alimentando com o tempo... De alguma forma, achei que deveria me isolar, mas ao mesmo tempo, queria que as pessoas próximas de mim me ajudassem sem que eu dissesse nada. Resultou nisso, todos com raiva de mim, inclusive eu.
Eu tinha planos... Quando olho pro passado, vejo uma menina ativa e disciplinada, sempre disposta a ajudar os outros, simpática e sem qualquer pensamento ou sentimento ruim. Depois, notei que a minha inocência estava me fazendo cavar um fundo buraco, um poço sem saída. Digo assim, porque sei que estavam se aproveitando de mim, pisando em mim. Passei uns anos apertados, doloridos... Tudo aconteceu ao mesmo tempo e criei feridas que não cicatrizam nunca.
Hoje,ainda tento achar o melhor de cada pessoa. Mas diferente de antes, agora preciso me esforçar pra confiar em alguém. Porque pra mim, se eu não me entregar de corpo e alma, não deixar transparecer o romantismo e o sentimentalismo que se passa em mim, eu não sou ninguém.
Cresci lendo esses romances, essas histórias de super-heróis, ouvindo sobre as revoluções históricas da nossa humanidade, livros de escritores importantíssimos. Cresci ouvindo as melhores músicas já ouvidas. Vendo os melhores filmes. Não digo aqueles besteiróis, não. Os clássicos. Tudo isso despertou em mim o desejo de salvar o mundo, de torná-lo melhor, de ver o melhor em cada um de nós e explorar isso.
Então, passei pelo que o mundo tem em maior quantidade: o egoísmo. A 'arte' de pensar só em si mesmo. Esse egoísmo de alguns me transformou. Tudo bem, um dia isso ia acontecer comigo e eu tenho que dançar conforme a música. Mas ainda não consigo aceitar. Queria ser inocente pra sempre...
Atualmente, me encontro paralisada. Isso mesmo. Não consigo reunir idéias, não consigo projetar nada, planejar nada. Assisto às aulas da facul indiferente, sem vontade, sem o menor interesse. Vejo tv com vontade de ser feliz, sem saber como. Como doces com vontade de estar malhando, mas meu turbilhão de idéias, de informações não processadas, não deixa. Já viu isso? Não é desculpa, é sério. Eu sento pra conversar, mas não consigo me expressar. Pego um papel ou meu computador, mas não consigo escrever, o que eu sempre fiz de melhor. Penso nos projetos em que deveria estar focada, mas a ansiedade não deixa.
Ontem uma amiga me disse: "Nos afastarmos de tudo não é a solução, pq cada um de nós É uma história, e uma história não se faz sozinho! - Mariana Gomes Baião"
Parei pra pensar: estou fazendo o contrário! Estou tentando me isolar pra ver se me encontro, além de estar culpando-os por não conseguirem me ajudar, enquanto deveria me aliar a eles! Eles sim têm a solução que eu procuro!
Tenho me esforçado e sei que essa caminhada vai ser longa. Mas acho que nunca vou deixar de ser idealista, romântica e de acreditar no que as pessoas têm de bom!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
"Meu querido diário..."
Hoje minha irmã resolveu arrumar seu quarto. Coisa que eu também devia fazer há muito tempo. Ligou o rádio bem alto e se pôs a dobrar roupas atiradas sem dó no guarda-roupa. Me chamou e quando vi estava segurando seu diário e me contou um trecho dele, de, provavelmente, fins dos anos 90: "Hoje meu pai brigou com a Adriana porque ela fez tatuagem em nós. Tenho uma no pé e outra no braço." Aquilo me trouxe lembranças tão boas que nos pusemos a rir desses e mais outros trechos. Revirei meu guarda-roupa e achei o meu, com saudades daquela época. Logo na capa, preso por um clipe, uma foto do Leonardo di Caprio. Nossa, como eu era apaixonadinha por ele! E hoje eu olho, meu Deus, como eu era boba! Contei mais outros trechos pras minhas irmãs. Alguns eu nem lembrava mais, outros eu nem tinha como esquecer. Foi bom lembrar de como eu era dez anos atrás, meus desejos, minhas preocupações, meus gostos... Como eu cresci, puxa! Lembrar me trouxe uma nostalgia, uma sensação gostosa, eu era tão feliz! E tão ingênua!
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