" - Chega uma hora em que é preciso escolher entre ser feliz ou entender das coisas da vida.
- Eu quero os dois.
- Isso é impossível. Os dois caminhos são completamente diferentes."
Melhor do que saber o sentido da vida
É descobrir o sentido na vida.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Rico X Pobre
Um dia eu sonhei com uma casinha de boneca. Tudo bem, você pode dizer que toda menina sonha isso, mas foi tão real... Era toda cor-de-rosa e não parecia ser feita de plástico ou pvc, era de tijolos! Eu entrei dentro dela e descobri que ela era bem maior do que vista de fora... Tinha centenas de pateleiras com todos os tipos de bonecas e o teto era bem mais alto do que qualquer adulto! Tinha sofá, mesinha, cama, eu pretendia morar lá a minha vida toda! Então, ahn, eu acordei. Não acordei desapontada, acordei cheia de vida, como se tivesse acabado de salvar o mundo. Fui correndo contar ao meu pai e ele me prometeu uma casinha igual. Ok, hoje eu sei que nunca poderia ter uma casinha daquela, parecia inútil, mas devo ter insistido muito... Era só no que eu pensava o dia inteiro! Um dia, vi algo acontecer no quartinho lá de casa: morávamos em um apartamento e o quarto de empregada sempre ficava vago, fizemos uma espécie de escritório nele. Quando meu pai me chamou e vi o que era, tomei um susto: uma casinha, gostou?? Mas pai, de papelão?!? Eh... gostei...
Sim, de papelão. Ele montou as paredes em volta da mesa e a casinha ganhou dois andares! Entrei lá dentro, meio tímida, e me encostei num cantinho. Meu pai entrou também e depois minhas irmãs. Foi uma tarde tão gostosa! Depois brinquei muitas vezes mais com as minhas irmãs, inventamos várias historinhas, desde suspense e terror até aventura, inclusive de mamãe e filhinha...
Mais tarde fiquei pensando... Naquela casinha de boneca, toda grande e luxuosa, eu estava sozinha. Em nenhum momento alguém apareceu para brincar comigo e aí me dei conta de que logo, logo aquilo iria me cansar. Na casinha de papelão não! Aquilo era real, eu tinha minhas irmãs e foi melhor do que nos meus sonhos...
Sim, de papelão. Ele montou as paredes em volta da mesa e a casinha ganhou dois andares! Entrei lá dentro, meio tímida, e me encostei num cantinho. Meu pai entrou também e depois minhas irmãs. Foi uma tarde tão gostosa! Depois brinquei muitas vezes mais com as minhas irmãs, inventamos várias historinhas, desde suspense e terror até aventura, inclusive de mamãe e filhinha...
Mais tarde fiquei pensando... Naquela casinha de boneca, toda grande e luxuosa, eu estava sozinha. Em nenhum momento alguém apareceu para brincar comigo e aí me dei conta de que logo, logo aquilo iria me cansar. Na casinha de papelão não! Aquilo era real, eu tinha minhas irmãs e foi melhor do que nos meus sonhos...
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
O mundo lá fora
É muito estranho observar as coisas de fora, não interagir com o que está à minha volta, não participar, não opinar...
Comecei essa semana a frequentar a academia e notei logo de cara que quase ninguém se conhece, ninguém faz questão de se conhecer. Cada um entra, faz seu alongamento e parte para os aparelhos. Alguns com pressa, outros bem devagar, pensativos... De vez em quando, só o que se vê das pessoas interagindo é pra perguntar se já terminou de usar o aparelho porque está esperando na fila. O melhor momento é observar de cima da esteira: é um lugar alto e pode-se ver toda área da musculação. Alguns fazendo caretas, outros limpando o suor, alguns bem malhados, outros muitos bem fracotes... A verdade é que de manhã são poucos os que tem menos de 50 anos de idade.
Já no RPG, a coisa é diferente. Tenho uma fisioterapeuta só pra mim, me torturando durante longuíssimos 60 minutos... Mas não tão diferente assim, também preciso observar, e muito, mas dessa vez a mim mesma. Notar como a fisioterapeuta me faz me sentir um monstro diante do espelho! Estica de lá, estica daqui e descobri que um tendão no meu joelho esquerdo pode me trazer uma dor terrível! Ainda bem que é só uma vez por semana!
O legal mesmo é entrar dentro de um ônibus no meio da tarde, sem pressa, sem compromisso. Bom, não tão legal, exatamente, quando se passa pela rodoviária e dá pra ver alguém revirando o lixo... É uma cena chocante, realmente. Mas é legal olhar as pessoas saindo da faculdade ou do trabalho, vindo do hospital ou simplesmente das compras. É engraçado tentar imaginar como são suas vidas, o que fazem, com quem se parecem!
Mas, na verdade, eu quis fazer uma analogia. Quando estou de fora, sinto como se não pudesse nem ao menos controlar o presente, como se eu estivesse em outro plano, tivesse apenas que observar sem atrapalhar... Como quando alguém lá fora tenta gritar pro ônibus parar, mas nem o motorista e nem o cobrador escutam ou vêem, só eu. Eu podia pedir pra parar, mas é tudo tão rápido e eu nem ao menos movi um dedo sequer... Ou como quando alguém dá uma informação errada a outra pessoa e eu não posso meter o bedelho pra tentar ajudar...
Não quero só assistir à vida. Quero fazer parte dela!
Comecei essa semana a frequentar a academia e notei logo de cara que quase ninguém se conhece, ninguém faz questão de se conhecer. Cada um entra, faz seu alongamento e parte para os aparelhos. Alguns com pressa, outros bem devagar, pensativos... De vez em quando, só o que se vê das pessoas interagindo é pra perguntar se já terminou de usar o aparelho porque está esperando na fila. O melhor momento é observar de cima da esteira: é um lugar alto e pode-se ver toda área da musculação. Alguns fazendo caretas, outros limpando o suor, alguns bem malhados, outros muitos bem fracotes... A verdade é que de manhã são poucos os que tem menos de 50 anos de idade.
Já no RPG, a coisa é diferente. Tenho uma fisioterapeuta só pra mim, me torturando durante longuíssimos 60 minutos... Mas não tão diferente assim, também preciso observar, e muito, mas dessa vez a mim mesma. Notar como a fisioterapeuta me faz me sentir um monstro diante do espelho! Estica de lá, estica daqui e descobri que um tendão no meu joelho esquerdo pode me trazer uma dor terrível! Ainda bem que é só uma vez por semana!
O legal mesmo é entrar dentro de um ônibus no meio da tarde, sem pressa, sem compromisso. Bom, não tão legal, exatamente, quando se passa pela rodoviária e dá pra ver alguém revirando o lixo... É uma cena chocante, realmente. Mas é legal olhar as pessoas saindo da faculdade ou do trabalho, vindo do hospital ou simplesmente das compras. É engraçado tentar imaginar como são suas vidas, o que fazem, com quem se parecem!
Mas, na verdade, eu quis fazer uma analogia. Quando estou de fora, sinto como se não pudesse nem ao menos controlar o presente, como se eu estivesse em outro plano, tivesse apenas que observar sem atrapalhar... Como quando alguém lá fora tenta gritar pro ônibus parar, mas nem o motorista e nem o cobrador escutam ou vêem, só eu. Eu podia pedir pra parar, mas é tudo tão rápido e eu nem ao menos movi um dedo sequer... Ou como quando alguém dá uma informação errada a outra pessoa e eu não posso meter o bedelho pra tentar ajudar...
Não quero só assistir à vida. Quero fazer parte dela!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Cupido
Certa vez, numa sexta-feira santa, resolvi aceitar sair com uma amiga. No caminho da festa ela disse que me levaria na casa do namorado dela e me apresentaria o irmão dele. "Tá, né, tudo bem, mas pelo menos ele é bonito?"
Assim aconteceu. Quando me perguntam onde eu conheci ele, eu não entendo a cara de susto quando digo "Ué, na casa dele..." Só sei que foi assim. Em plena sexta-feira santa tudo mudou. Conheci um cara quieto, de poucas palavras, mas que sabia o que dizer. Assim, fui observando aquele carinha tão parecido comigo, mas tão diferente do que eu já tinha visto...
Um tempo atrás, talvez uns 6 anos, devo confessar, fiz um pedido a Deus: "Pai, não quero ficar só por ficar. Quero encontrar logo o homem da minha vida, que ele seja o primeiro e único, por favor. Quero alguém que me faça super segura, mas que ao mesmo tempo seja tão frágil que precise dos meus cuidados. Um cara com quem eu tenha muito que aprender e muito o que ensinar. Alguém que me complete e me faça rir. Quero mais do que um namorado ou um amigo, mas um companheiro, alguém pra todas as horas... Ah, se puder também, que saiba tudo de computadores e toque violão!"
Hehe, essa última frase parece piada, mas é a pura verdade. Eu recebi um presentinho lá de cima tal qual eu pedi... Ao pé da letra. Hoje, completam-se 2 anos e 3 meses juntos e acredito que ainda há muita coisa pra acontecer na nossa história. É isso, gatinho. Te amo e nada vai mudar isso!
Assim aconteceu. Quando me perguntam onde eu conheci ele, eu não entendo a cara de susto quando digo "Ué, na casa dele..." Só sei que foi assim. Em plena sexta-feira santa tudo mudou. Conheci um cara quieto, de poucas palavras, mas que sabia o que dizer. Assim, fui observando aquele carinha tão parecido comigo, mas tão diferente do que eu já tinha visto...
Um tempo atrás, talvez uns 6 anos, devo confessar, fiz um pedido a Deus: "Pai, não quero ficar só por ficar. Quero encontrar logo o homem da minha vida, que ele seja o primeiro e único, por favor. Quero alguém que me faça super segura, mas que ao mesmo tempo seja tão frágil que precise dos meus cuidados. Um cara com quem eu tenha muito que aprender e muito o que ensinar. Alguém que me complete e me faça rir. Quero mais do que um namorado ou um amigo, mas um companheiro, alguém pra todas as horas... Ah, se puder também, que saiba tudo de computadores e toque violão!"
Hehe, essa última frase parece piada, mas é a pura verdade. Eu recebi um presentinho lá de cima tal qual eu pedi... Ao pé da letra. Hoje, completam-se 2 anos e 3 meses juntos e acredito que ainda há muita coisa pra acontecer na nossa história. É isso, gatinho. Te amo e nada vai mudar isso!
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