Certa vez, eu resolvi tirar meu cpf...
Nada demais, nem tava precisando, mas achava bonito aquele monte de documentos na carteira. Tinha o rg, o título de eleitor e a carteira de trabalho aos 17 anos. Só faltava o cpf.
Na correria do meu dia-a-dia, entrei no Banco do Brasil que fica do lado da minha antiga casa, na 303 sul. Se não me engano, demorei umas 3 ou 4 horas dentro daquela agenciazinha de m...
Atrasei-me, então, pro trabalho. Corri pra parada de ônibus e não tirei os olhos da pista, tentando atrair algum Grande Circular com os olhos... Acho que todo mundo nota quando está sendo observado, não? Eu notei que alguém sentado na parada não tirava os olhos de mim, mas aquilo não me incomodou mais do que o fato de não aparecer nenhum ônibus em 2 minutos... Finalmente, quando consegui entrar no ônibus, me lembrei de procurar pela figura que tanto me olhava: um garoto, ainda com os olhos em mim, levantou-se de seu lugar na parada e entrou correndo dentro do ônibus.
Estranho como aquilo não me incomodou, novamente. Ele pediu pra sentar do meu lado e o ônibus estava vazio... Puxou uma conversa, perguntando se eu tinha nascido em Brasília, se eu não estranhava a secura da cidade, se eu gostava desse deserto, etc e tal. Então me senti à vontade. Descobri que ele era de Porto Alegre, tinha acabado de terminar o curso de Arquitetura e estava num congresso aqui em Brasília, mas já no dia seguinte voltaria pra casa. Lindo, devo confessar... Loiro, alto, olhos verdes (se não me engano...) e formado! A gente mal se conhecia e a afinidade era como de amigos de infância! Então, cheguei no meu destino. Me despedi e desci do ônibus. Olhei mais uma vez praquele ônibus... Eu nem ao menos dei meu e-mail...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
Memories, just memories
Era uma vez uma violinista e um violonista.
Um dia ele se aproximou dela durante a aula e se tornaram amigos. Pareciam se conhecer desde criança. Assim, os anos se passaram e já fazia um tempo que não se viam quando ele apareceu, no fim de dezembro.
Estavam conversando animadamente quando ela notou que estavam sozinhos no teatro gigantesco da escola. Ele tomou suas coisas e jogou pro outro lado. Ela se sentiu envergonhada.
De repente, delicadamente ele deitou em sua barriga e enlaçou seu corpo. Sussurou: "Quanto tempo eu queria fazer isso..."
Ela pensou: "Eu também"
Um dia ele se aproximou dela durante a aula e se tornaram amigos. Pareciam se conhecer desde criança. Assim, os anos se passaram e já fazia um tempo que não se viam quando ele apareceu, no fim de dezembro.
Estavam conversando animadamente quando ela notou que estavam sozinhos no teatro gigantesco da escola. Ele tomou suas coisas e jogou pro outro lado. Ela se sentiu envergonhada.
De repente, delicadamente ele deitou em sua barriga e enlaçou seu corpo. Sussurou: "Quanto tempo eu queria fazer isso..."
Ela pensou: "Eu também"
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Sem sangue?!?
Olá!!
Um ótimo fim de semana a todos! Como é bom o descanso depois de uma semana de trabalho!!
Notícias: agora sou voluntária do Gapac (http://www.gapac.org.br/) e do Voluntários OnLine (http://www.voluntariosonline.org.br/ ), então não estranhem as próximas mudanças!
Bom, acho que viram o post em que eu informava sobre um garoto com Leucemia, para que se tornassem doadores potenciais de medula óssea. Então, nessa quarta estive pensando em ir ao hemocentro, chamar quem quisesse ir, quando apareceu uma moça lá no trabalho falando que um pessoal do hemocentro estava lá para colher uma amostra de sangue para o cadastro de doador de medula óssea. Me animei na hora, estava realmente querendo ir e eles foram até mim!
Preenchi a ficha e levei no local combinado. Quando chegou a minha vez, a menina furou meus dois braços e não conseguiu tirar o sangue. Me passou pra outra, parecia mais experiente. A outra furou, além dos braços (de novo!), minhas mãos (realmente, acreditem quando dizem que na mão dói) e nada. Sabe o que é nada, mas nada mesmo? Nada!! Aí, minha visão começou a escurecer e eu senti ânsia de vômito. Só assim a mulher me soltou e me deu um suco. Não tenho medo de sangue, não sei o que me deu, talvez o nervoso... Mas eu não vou desistir! Vou mandar emails e recados no orkut falando sobre um sábado pra gente ir lá, mais pro final do mês que não atrapalha estudo de ninguém!
Em breve, coloco mais informações sobre o cadastro, a doação e a doença.
Beijos!
Um ótimo fim de semana a todos! Como é bom o descanso depois de uma semana de trabalho!!
Notícias: agora sou voluntária do Gapac (http://www.gapac.org.br/) e do Voluntários OnLine (http://www.voluntariosonline.org.br/ ), então não estranhem as próximas mudanças!
Bom, acho que viram o post em que eu informava sobre um garoto com Leucemia, para que se tornassem doadores potenciais de medula óssea. Então, nessa quarta estive pensando em ir ao hemocentro, chamar quem quisesse ir, quando apareceu uma moça lá no trabalho falando que um pessoal do hemocentro estava lá para colher uma amostra de sangue para o cadastro de doador de medula óssea. Me animei na hora, estava realmente querendo ir e eles foram até mim!
Preenchi a ficha e levei no local combinado. Quando chegou a minha vez, a menina furou meus dois braços e não conseguiu tirar o sangue. Me passou pra outra, parecia mais experiente. A outra furou, além dos braços (de novo!), minhas mãos (realmente, acreditem quando dizem que na mão dói) e nada. Sabe o que é nada, mas nada mesmo? Nada!! Aí, minha visão começou a escurecer e eu senti ânsia de vômito. Só assim a mulher me soltou e me deu um suco. Não tenho medo de sangue, não sei o que me deu, talvez o nervoso... Mas eu não vou desistir! Vou mandar emails e recados no orkut falando sobre um sábado pra gente ir lá, mais pro final do mês que não atrapalha estudo de ninguém!
Em breve, coloco mais informações sobre o cadastro, a doação e a doença.
Beijos!
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Confusões infantis
Um dia, lá pros idos dos anos 90, eu pus a mão no peito e me senti angustiada.Meu Deus, será verdade? Sou tão jovem! Me perguntei se não estaria enganada, mas a professora disse que se acontecesse isso eu seria dada como morta! Peguei no peito de novo. Pus a mão no coração. Oh, não, algo está muito errado! Andei pela casa toda. Estava só. Como saíram enquanto eu dormia? Mamãe me abandonou? E justo numa hora dessas? Eu estou morrendo!
Ela chegou, finalmente. Papai também. Como será que ela vai reagir com a notícia?
Contei pro papai e ele riu. Disse: "Que bom!" Bah, esse meu pai não leva nada sério, vou contar pra mamãe. Mas ela também disse Que bom! Mas o que é isso? Uma conspiração? Eu estou aqui morrendo e ninguém se importa? Tenho tantos amiguinhos na escola, o parquinho, a natação... Eu não quero ir. Mas mamãe e papai não estão nem aí pra mim. Ninguém vai mais sentir minha falta quando não estiver mais aqui!
Comecei a chorar. Gritava e perguntava porque não me levavam no hospital, porque estavam sendo tão maus?? Então meu pai se abaixou e disse:
- Filha, quando o coração bate é bom. Sinal de que você está bem. Você está confundindo. A tia disse pra você que quando o coração pára é porque a pessoa está morta, não o contrário! Não tenho que te levar ao hospital porque seu coração está batendo. Você ainda vai viver muito tempo!
Ela chegou, finalmente. Papai também. Como será que ela vai reagir com a notícia?
Contei pro papai e ele riu. Disse: "Que bom!" Bah, esse meu pai não leva nada sério, vou contar pra mamãe. Mas ela também disse Que bom! Mas o que é isso? Uma conspiração? Eu estou aqui morrendo e ninguém se importa? Tenho tantos amiguinhos na escola, o parquinho, a natação... Eu não quero ir. Mas mamãe e papai não estão nem aí pra mim. Ninguém vai mais sentir minha falta quando não estiver mais aqui!
Comecei a chorar. Gritava e perguntava porque não me levavam no hospital, porque estavam sendo tão maus?? Então meu pai se abaixou e disse:
- Filha, quando o coração bate é bom. Sinal de que você está bem. Você está confundindo. A tia disse pra você que quando o coração pára é porque a pessoa está morta, não o contrário! Não tenho que te levar ao hospital porque seu coração está batendo. Você ainda vai viver muito tempo!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Educação ou Marketing?
Num domingo desses aí, fui cedinho na casa do meu namorado buscá-lo pra gente ir à missa. Estava já meio estressada, pois faltavam apenas alguns minutos pra começar. No caminho da igreja, parei em um sinal em frente ao Gilberto Salomão e vi um homem em uma cadeira de rodas. Na hora eu pensei: "Fecho a janela pra ele não vir me encher o saco?" Mas aí aquele homem me surpreendeu. Ele disse em alto e bom tom: "Bom Domingo, moça, que Deus a abençoe!" Eu respondi qualquer coisa, não me recordo, meio desconcertada. Parei pra pensar na minha atitude. Como eu podia estar indo a uma igreja pedir perdão pelos meus pecados, pedir ajuda aos necessitados se quando Ele precisa de mim eu não o atendo? E se aquele homem precisava realmente de ajuda, não estava ali por preguiça ou vício? Aí me senti estupidamente envergonhada. Eu quis evitar a presença dele, eu quis ignorá-lo e ele notou isso, mas mesmo assim me tratou bem. Como eu posso escrever pras pessoas e dar conselhos sobre coisas que eu não faço? Como posso exigir uma boa conduta dos outros se eu mesma não sigo meus conselhos?
Olhei pra ver se tinha algum dinheiro no bolso.
Mas o sinal abriu e eu segui meu rumo...
Olhei pra ver se tinha algum dinheiro no bolso.
Mas o sinal abriu e eu segui meu rumo...
terça-feira, 4 de novembro de 2008
O gás hilariante
É engraçada a forma como a gente pode interpretar as coisas.
Todo mundo sabe que quando o cara do gás passa ele diz: "Ó o gááááás!"
Mas, apesar da sua rotineira e destoante voz de cada dia, num dia desses eu acordei rindo.
Como num dia qualquer, levantei cedo, xingando o mundo inteiro porque minha caminha estava deliciosa, e fui ao banheiro. De lá, só escutei: Ó o..., Ó o..., COF!COF!, Ó o gáCOF!ái, COF! Ó o gáááaiaiaiCOF!sss! Não me bastou mais nada e comecei a rir. Rir alto mesmo, de quem tivessem passando no corredor não entender o que uma pessoa podia estar fazendo de tão engraçado no banheiro!
Então, comecei a divagar. Comecei a pensar como devia ser um apresentador de televisão com resfriado... Lembrei-me de um dia em que estava conversando com a minha irmã e o cara do gás passou. Depois de uma meia-hora, ela, do nada, gritou: 'então vai logo, saco!' Comecei a rir e disse que ele não estava falando 'já vai' e sim 'ó o gás!'
Todo mundo sabe que quando o cara do gás passa ele diz: "Ó o gááááás!"
Mas, apesar da sua rotineira e destoante voz de cada dia, num dia desses eu acordei rindo.
Como num dia qualquer, levantei cedo, xingando o mundo inteiro porque minha caminha estava deliciosa, e fui ao banheiro. De lá, só escutei: Ó o..., Ó o..., COF!COF!, Ó o gáCOF!ái, COF! Ó o gáááaiaiaiCOF!sss! Não me bastou mais nada e comecei a rir. Rir alto mesmo, de quem tivessem passando no corredor não entender o que uma pessoa podia estar fazendo de tão engraçado no banheiro!
Então, comecei a divagar. Comecei a pensar como devia ser um apresentador de televisão com resfriado... Lembrei-me de um dia em que estava conversando com a minha irmã e o cara do gás passou. Depois de uma meia-hora, ela, do nada, gritou: 'então vai logo, saco!' Comecei a rir e disse que ele não estava falando 'já vai' e sim 'ó o gás!'
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