quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Memories, more memories

Certa vez, eu resolvi tirar meu cpf...

Nada demais, nem tava precisando, mas achava bonito aquele monte de documentos na carteira. Tinha o rg, o título de eleitor e a carteira de trabalho aos 17 anos. Só faltava o cpf.

Na correria do meu dia-a-dia, entrei no Banco do Brasil que fica do lado da minha antiga casa, na 303 sul. Se não me engano, demorei umas 3 ou 4 horas dentro daquela agenciazinha de m...



Atrasei-me, então, pro trabalho. Corri pra parada de ônibus e não tirei os olhos da pista, tentando atrair algum Grande Circular com os olhos... Acho que todo mundo nota quando está sendo observado, não? Eu notei que alguém sentado na parada não tirava os olhos de mim, mas aquilo não me incomodou mais do que o fato de não aparecer nenhum ônibus em 2 minutos... Finalmente, quando consegui entrar no ônibus, me lembrei de procurar pela figura que tanto me olhava: um garoto, ainda com os olhos em mim, levantou-se de seu lugar na parada e entrou correndo dentro do ônibus.



Estranho como aquilo não me incomodou, novamente. Ele pediu pra sentar do meu lado e o ônibus estava vazio... Puxou uma conversa, perguntando se eu tinha nascido em Brasília, se eu não estranhava a secura da cidade, se eu gostava desse deserto, etc e tal. Então me senti à vontade. Descobri que ele era de Porto Alegre, tinha acabado de terminar o curso de Arquitetura e estava num congresso aqui em Brasília, mas já no dia seguinte voltaria pra casa. Lindo, devo confessar... Loiro, alto, olhos verdes (se não me engano...) e formado! A gente mal se conhecia e a afinidade era como de amigos de infância! Então, cheguei no meu destino. Me despedi e desci do ônibus. Olhei mais uma vez praquele ônibus... Eu nem ao menos dei meu e-mail...

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