Uma coisa que me lembro bem é que desde pequena eu via uma mania bizarra no meu pai: ele gostava de pegar objetos jogados na rua e consertá-los. Já pegou desde pregos e parafusos até escrivaninhas, inclusive um relógio com a bateria fraca que guardou num pote em cima da geladeira. Ficava horas e horas no fim de semana desmontando e montando coisas, serrando, colando, lixando e eu só olhando... Era massa ver aquilo, às vezes eu ajudava, mas queria fazer também, sozinha. Queria pegar o relógio de ponteiro da cozinha, a luminária da sala, mas ficava só imantando parafusos e brincando de mágica com a chave de fenda...
Mas conversas à parte, deixe-me contar um episódio interessante. Há uns cinco anos, eu morava em um apartamento na Asa Sul, ia pra aula de manhã cedo e voltava só depois das oito e meia da noite. Deitava cansada lá pelas onze da noite e dormia até as seis da manhã. Mas, num dia qualquer (aliás, não tão qualquer assim), ouvi um barulho no meio da noite. Reparei que era meia-noite e todo mundo na casa tinha escutado o tal barulho. Que barulho é esse?? Todos se levantaram e puseram-se a procurar de onde vinha. Um minuto depois e nada de barulho mais...
De manhã, o único assunto era esse. Será que eu estava sonhando? Não, todo mundo ouviu! Era um ruído estranho, agudo, meio agonizante, meio desesperado, mas fraco, muito fraco. Nha, deixa pra lá, esqueçam isso! E assim se foi. O dia passou e esquecemos o ocorrido. Mas, exatamente à meia-noite, o tal barulho! Que raios!! Será o quê que é isso?? Mas desta vez ninguém se levantou. Acho que depois da curiosidade descobrimos que aquilo era assustador...
Passou-se uma semana nessa dúvida cruel. Será um gato preso em algum buraco escondido da casa? Seria alguma mulher pedindo por socorro no rádio? De qualquer forma, tínhamos a certeza de que naquela noite todos esperariam dar meia-noite e descobriríamos o problema! Não me recordo bem, mas acho que cada um tinha um cabo de vassoura na mão. Pode rir, é engraçado mesmo, mas na hora ninguém duvidou de que precisávamos deles.
Adivinhe só: o tal relógio que meu pai achou na rua, quase sem bateria, e colocou num pote em cima da geladeira tinha um despertador programado para a meia-noite! A bateria fraca explica o ruído estranho que ouvíamos toda noite! Hehe!
É...
ResponderExcluirO problema é q o despertador do relógio era um galo cantando. Aí, como a bateria tava fraca, acabava ficando um galo se esgoelando... E o pior é q era exatamente à meia-noite! Bizaaaaarroooo! Hahahah
Bizarrices familiares!
ResponderExcluirAdoro!
Cada uma tem a(s) suas!